Xi Jinping, presidente da ChinaNoel Celis / AFP

O Ministério das Relações Exteriores da China divulgou um vídeo que parece enviar a mensagem de que a segunda maior economia do mundo não recuará no atual impasse comercial com os Estados Unidos, em meio a esperanças tímidas de uma eventual redução nas tensões tarifárias.

Em um curto vídeo intitulado "Nunca se Ajoelhe!", divulgado pelo ministério nesta terça-feira (29), um narrador diz que os Estados Unidos provocaram uma "tempestade tarifária global", mirando Pequim ao jogar um "jogo de pausa de 90 dias" com outros países e forçá-los a limitar o comércio com a China.

No último dia 9, o presidente Donald Trump autorizou uma suspensão de 90 dias de tarifas recíprocas para todos os parceiros comerciais, exceto a China. Pequim impôs tarifas de 125% ao produtos americanos, em retaliação às tarifas de 145% de Washington a produtos chineses.

Recentemente, a adoção de uma retórica mais suave por Trump em relação à China gerou certo otimismo sobre a possibilidade de um acordo. Autoridades chinesas sinalizaram que a porta está aberta para negociações, mas não sob coação, e ainda não está claro se houve algum progresso.

O vídeo desta terça-feira apareceu na conta oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês na rede social Weibo, depois do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, dizer à CNBC que cabe à China reduzir as tensões.

"Acredito que cabe à China reduzir as tensões, porque eles vendem cinco vezes mais para nós do que nós vendemos para eles", disse Bessent à emissora americana, classificando as tarifas de insustentáveis.

Citando disputas anteriores entre os EUA e outros países, o vídeo chinês diz também que "concessões não trazem misericórdia" e que "ajoelhar-se somente atrai mais intimidação".