Ex-presidente dos Estados Unidos, Joe BidenAFP
"Enviamos nossos mais calorosos e melhores desejos para Jill e a família, e desejamos a Joe uma rápida e bem-sucedida recuperação", declarou o magnata em sua rede Truth Social, referindo-se à esposa de Biden.
"Joe é um lutador", afirmou Kamala Harris, vice-presidente de Biden, no X, que o substituiu como candidata na disputa contra Trump depois que o democrata se retirou das eleições presidenciais do ano passado.
"Sei que ele enfrentará esse desafio com a mesma força, resiliência e otimismo que sempre caracterizaram sua vida e sua liderança. Esperamos que se recupere em breve e completamente", acrescentou.
Segundo o comunicado de seu gabinete, o câncer que afeta o ex-presidente tem "uma pontuação de Gleason de 9 (grupo de grau 5)".
O câncer de próstata que apresenta um aspecto "muito anormal" recebe a classificação mais alta, grau 5, de acordo com a Sociedade Americana contra o Câncer. A pontuação de Gleason geralmente indica a soma dos graus das duas áreas da próstata onde se concentra a maior parte do câncer.
Durante anos, enfrentou dúvidas, inclusive de eleitores democratas, sobre se seria velho demais — devido a lapsos de lucidez mental ou problemas de resistência física — para um cargo tão exigente quanto a presidência. Sua resposta aos céticos foi contundente: "Olhem para mim".
Mas em julho do ano passado foi forçado a abandonar a candidatura à reeleição após um debate desastroso contra Trump, no qual surgiram temores sobre seu declínio e suas capacidades cognitivas. A vice-presidente Kamala acabou sendo derrotada pelo magnata.
Esses questionamentos se intensificaram com a publicação iminente, prevista para terça-feira, do livro "Original Sin: President Biden's Decline, Its Cover-Up, and His Disastrous Choice to Run Again" (O pecado original: o declínio do presidente Biden, seu encobrimento e sua desastrosa decisão de concorrer novamente), dos jornalistas Jake Tapper, da CNN, e Alex Thompson, do Axios.
Na semana passada, a divulgação de uma gravação em que Biden falava com hesitação e tinha dificuldade para lembrar eventos e datas importantes reacendeu o debate sobre suas capacidades enquanto ainda ocupava o cargo.
A vida de Biden foi marcada por tragédias pessoais. Em 1972, a esposa e a filha pequena morreram em um acidente de carro, poucos dias após ele ter sido eleito senador, aos 29 anos de idade.
Biden passou por duas cirurgias em 1988 devido a aneurismas cerebrais. Em 2023, teve uma lesão cutânea — um carcinoma basocelular — removida do peito. Antes disso, já haviam sido retiradas outras lesões cutâneas não melanoma. Outro de seus filhos, Beau Biden, faleceu de câncer cerebral em 2015, aos 46 anos.
Após a morte, o então presidente Barack Obama (2009-2017) lançou uma iniciativa para combater a doença nos Estados Unidos e encarregou Biden, então vice-presidente, de liderar os esforços.
"Ninguém fez mais para encontrar tratamentos inovadores para o câncer em todas as suas formas do que Joe", afirmou Obama no domingo. "Tenho certeza de que enfrentará o desafio com a determinação e a graça que o caracterizam", acrescentou em um comunicado publicado na rede social X.

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