Netanyahu disse estar 'chocado' com o assassinato do jovem casal da embaixada israelense nos EUAReprodução/Instagram

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou estar "chocado" com o "horrível e antissemita" assassinato a tiros de dois funcionários da embaixada do país em Washington.

"Estamos testemunhando o terrível preço do antissemitismo e da selvagem incitação contra Israel", disse o premiê, em nota. Netanyahu afirmou ainda ter orientado as missões israelenses no exterior a reforçar o aparato de segurança.

As duas vítimas, Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, foram atacadas a tiros quando saíam de um evento em um museu judaico na capital americana. O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, disse que os dois funcionários mortos formavam um jovem casal e estavam prestes a ficar noivos.
O ataque aconteceu na calçada em frente ao Museu Judaico da capital americana, que tinha um evento programado para jovens profissionais e diplomatas. A polícia informou que o suspeito entrou no museu após os disparos e foi detido no local.
Confundido com vítima
Após o atentado, houve uma confusão com o agressor, que foi inicialmente confundido como uma possível vítima.

Testemunhas afirmaram que os funcionários da segurança do museu permitiram a entrada do suspeito e, no local, ele foi consolado por várias pessoas, antes de admitir que era o responsável pelo ataque a tiros.

"Algumas das pessoas que participavam do evento trouxeram água e o fizeram sentar", disse Yoni Kalin, que estava no museu, à AFP.
O suspeito de cometer o crime gritou "Palestina livre" após ter sido preso, segundo a polícia. O atirador foi identificado como Elias Rodriguez, de 30 anos, morador de Chicago.
Com informações do Estadão Conteúdo e AFP.