Mansão em que Michael foi mantido em cárcere privadoReprodução / Google Street View
Três suspeitos são presos por torturar homem para roubar senha de bitcoin nos EUA
Dois dos detidos mantiveram a vítima em cárcere por quase três semanas
Três pessoas foram presas por um esquema de tortura por criptomoedas em Nova York, Estados Unidos. De acordo com um relatório da polícia, os sequestradores mantiveram a vítima, identificada como Michael Valentino Carturan, de 28 anos, em uma casa com 17 cômodos por quase três semanas, o machucaram com choques elétricos e ameaçaram matá-lo. O objetivo era fazê-lo revelar a senha da sua carteira digital de bitcoin.
As informações são do jornal "The New York Times". Conforme a publicação, Carturan e um dos detidos, John Woeltz, 37, tinham vínculos através de um fundo de investimento, mas romperam a relação por um desentendimento financeiro. A vítima viajou à Itália, seu país de origem, mas foi convencido a voltar pelo ex-colega, que afirmou ter alugado uma mansão para ele.
Quando Michael chegou ao local, em 6 de maio, Woeltz e uma mulher, Beatrice Folchi, 24, confiscaram seu passaporte e aparelhos eletrônicos e o mantiveram em cativeiro.
Na última sexta-feira (23), Carturan conseguiu escapar da casa e pediu ajuda a um agente de trânsito que encontrou na rua. Quando os policiais entraram na mansão, encontraram armas de fogo, objetos utilizados na tortura, um colete à prova de balas e fotos da vítima sendo torturada.
No sábado (24), Woeltz e Folchi foram presos por sequestro e cárcere privado. A mulher foi liberada porque a Justiça adiou sua acusação. A ligação entre os dois ainda não está clara.
Uma terceira pessoa ligada ao caso, William Duplessie, 33, se entregou nesta terça-feira (27), após passar dias negociando sua rendição com a polícia. As autoridades não esclareceram a conexão dele com os outros detidos. As investigações continuam.

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