Presidente Lula se manifestou contra o anúncio israelenseRicardo Stuckert / PR
O governo brasileiro condena, nos mais fortes termos, o anúncio pelo governo israelense, realizado no dia 29 de maio, da aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, território que é parte integrante do Estado da Palestina.
— Lula (@LulaOficial) June 1, 2025
Essa decisão constitui flagrante ilegalidade… pic.twitter.com/Uiq3md2WWl
"Tomamos uma decisão histórica para o desenvolvimento dos assentamentos: 22 novas localidades na Judeia-Samaria", afirmou o ministro das Finanças, o político de extrema direita Bezalel Smotrich, utilizando a designação israelense para o território palestino ocupado desde 1967.
"Esta é uma decisão histórica [...] que mudará a face da região e moldará o futuro dos assentamentos [israelenses] na Cisjordânia nos próximos anos", declarou o ministro da Defesa, Israel Katz, membro do partido conservador do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o Likud.
Desses "novos assentamentos", nove serão criados do zero, segundo informações divulgadas pelo governo. Os outros são 12 postos avançados criados por colonos sem aprovação do governo, que serão legalizados dessa forma.
Os assentamentos israelenses são considerados ilegais pelo direito internacional e a ONU os denuncia com frequência.
“O que nós estamos vendo não é uma guerra entre dois exércitos preparados, em campo de batalha com as mesmas armas. É um exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza. Isso não é uma guerra. É um genocídio contra e em desrespeito a todas as decisões da ONU, que já pediu o fim essa guerra”, acrescentou.
“O Brasil também foi contra a ocupação territorial feita pela Rússia. A gente não quer guerra. O mundo está precisando de paz, de harmonia, o mundo está precisando de livros e não de armas. É dessas coisas que as pessoas têm de compreender”, disse Lula.
“O mundo gastou o ano passado US$ 2,4 trilhões em armas, enquanto 733 milhões de seres humanos vão dormir toda a noite sem ter o que comer. Não por falta de alimento, mas por falta de dinheiro para as pessoas comprarem os alimentos. Se esse dinheiro gasto em armas fosse gasto em comida, teríamos todo mundo com a barriga cheia, todo mundo saudável”, argumentou o presidente.

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