O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, deixou claro, neste domingo (27), que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump não serão adiadas e reforçou o prazo em que elas começarão a valer: 1º de agosto.
Em entrevista à emissora americana "Fox News", o secretário foi enfático. "Não haverá prorrogação nem mais períodos de carência. Em 1º de agosto as tarifas serão fixadas. Entrarão em vigor. As alfândegas começarão a arrecadar o dinheiro", afirmou.
A declaração foi compartilhada no perfil oficial da Casa Branca no X, antigo Twitter. Embora tenha deixado claro que o prazo não será estendido, Lutnick disse que os países atingidos ainda poderão negociar com Trump depois que as taxas entrarem em vigor.
"As pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Se elas poderão fazê-lo feliz ou não é outra questão. Mas ele está sempre disposto a negociar", explicou.
"No extensions, no more grace periods — August 1st, the tariffs are set. They'll go into place. Customs will start collecting the money," says Secretary @howardlutnick.
"The President's definitely willing to negotiate and talk to the big economies." pic.twitter.com/e0UnzoZr9N
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) July 27, 2025
Sobre a União Europeia, com quem o mandatário americano negocia neste domingo na Escócia, o secretário de Comércio disse: "Esperam chegar a um acordo, e isso depende do presidente Trump, que lidera esta mesa de negociações. Nós preparamos a mesa".
Apenas cinco países firmaram acordos comerciais com Washington: Grã-Bretanha, Vietnã, Indonésia, Filipinas e Japão.
As tarifas acordadas por esses Estados superam a taxa de 10% que os Estados Unidos aplicam desde abril à grande maioria dos países, mas ainda assim estão muito abaixo dos níveis com os quais Trump ameaçou se os governos não chegassem a um acordo com Washington que pôs fim ao que ele considera como práticas desleais.
No início do mês, Trump anunciou a taxa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. Na decisão, o republicano argumentou que o nível se dá por ordens judiciais que "censuram" mídias sociais americanas e inibem a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA. Segundo o presidente americano, esses ataques do Brasil partem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última semana, Trump disse que a tarifa de 50% foi aplicada a países com os quais o relacionamento "não tem sido bom". "Em alguns casos, é 50% porque o relacionamento não tem sido bom com esses países. Então apenas dissemos: ‘vão pagar 50’. E é isso", afirmo em um evento em Washington D.C..
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