Acidente entre um jato de passageiros e um helicóptero do Exército matou 67 pessoasAndrew Caballero-Reynolds/ AFP
O Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês) dos Estados Unidos realizou audiências de investigação entre a quarta-feira (30) e esta sexta-feira (1º), com amplos interrogatórios a especialistas e representantes das partes envolvidas.
O acidente, que deixou 67 mortos, ocorreu em 29 de janeiro perto do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. O acidente envolveu um presidente militar Sikorsky Black Hawk, que realizou um voo de treinamento, e uma aeronave Bombardier CRJ700 operada por uma filial da American Airlines.
Jennifer Homendy, diretora do NTSB, revelou que, antes de alguns detalhes, o piloto do helicóptero havia reportado uma altitude de 91 metros, enquanto seu instrutor de voo indicava 121.
Nas audiências, foi revelado que três helicópteros Sikorsky Black Hawk Lima pertencentes ao mesmo batalhão foram periciados no âmbito da investigação e também constataram discrepâncias entre as altitudes mostradas pelos altímetros de radar e os barométricos.
Em um ambiente controlado, a discrepância estava dentro do limite tolerado, mas, uma vez que os rotores giravam, as leituras dos altímetros barométricos diminuíram significativamente e permaneceram assim durante todo o voo, explicou Marie Moler, uma das investigadoras.
A diferença foi entre 24 e 40 metros. “Uma diferença de 100 pés [30 metros] é significativa”, insistiu.
"Estou preocupado. Existe a possibilidade de que a tripulação estivesse vendendo algo muito diferente da altitude real", mencionou. "Vamos continuar investigando."

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