Plano de Netanyahu provocaria a migração de milhões de palestinosAFP/Agência O Dia

A Espanha e outros sete países europeus condenaram, neste domingo (10), o plano de Israel para tomar a Cidade de Gaza, alertando que provocaria a morte de muitos civis e forçaria quase um milhão de palestinos a abandonarem suas casas.
O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou na sexta-feira (8) o plano para uma operação em larga escala com o objetivo de tomar a Cidade de Gaza, o que desencadeou uma onda de críticas tanto em nível nacional quanto internacional.
Em uma declaração conjunta, os ministros das Relações Exteriores de oito países afirmaram que a decisão "não fará mais do que agravar a crise humanitária e comprometer ainda mais a vida dos reféns restantes" em poder do grupo islamista palestino Hamas.
Eles avaliaram que a operação pode provocar "um número inaceitavelmente elevado de vítimas fatais e o deslocamento forçado de quase um milhão de civis palestinos", segundo uma cópia da declaração divulgada pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.
Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal e Eslovênia assinaram o comunicado, além da Espanha.
Várias potências, entre elas alguns aliados de Israel, pressionam para que se negocie um cessar-fogo que garanta o retorno dos reféns e ajude a aliviar a crise humanitária na Faixa de Gaza.