Brasil está entre os país que reconhecem o Estado palestinoAFP
Segundo os cálculos e verificações da AFP, pelo menos 145 dos 193 Estados que integram a ONU reconhecem ou pretendem reconhecer o Estado palestino, incluindo França, Canadá e Austrália, que anunciaram sua intenção de fazê-lo em setembro, durante a Assembleia Geral da organização com sede em Nova York.
O Reino Unido também anunciou que reconhecerá o Estado palestino, a menos que Israel assuma alguns compromissos.
Arafat proclama Estado palestino em 1988
Arafat fez o anúncio em Argel, durante uma reunião do Conselho Nacional Palestino no exílio, que adotou como objetivo a solução de dois Estados, um israelense e um palestino. Alguns minutos depois, a Argélia foi o primeiro país a reconhecer oficialmente o Estado palestino.
Em poucas semanas, quase 40 países, incluindo China, Índia, Turquia e a maioria dos Estados árabes, adotaram a política. Pouco depois, quase todos os países africanos e nações do bloco soviético seguiram o mesmo caminho.
A partir de dezembro de 2010, primeiro o Brasil e, depois, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Peru e Uruguai reconheceram o Estado palestino.
Na região latino-americana, Venezuela, Cuba, Nicarágua e Costa Rica já haviam tomado a medida, adotada também por Colômbia, Honduras e El Salvador, marcando uma distância com os Estados Unidos, principal aliado de Israel.
2012, um pé na ONU
A Unesco foi a primeira organização multilateral da ONU a abrir suas portas para os palestinos em 2011, o que gerou indignação em Israel e nos Estados Unidos.
Em uma votação histórica em novembro de 2012, a Assembleia Geral da ONU votou a favor de conceder aos palestinos o status de Estado observador nas Nações Unidas.
Isso abriu caminho para integrar em 2015 o Tribunal Penal Internacional (TPI) e permitiu a abertura de investigações sobre operações militares israelenses nos territórios palestinos. Estados Unidos e Israel criticaram a decisão.
Novo impulso com a guerra em Gaza
A Armênia e quatro países do Caribe (Jamaica, Trinidad e Tobago, Barbados e Bahamas) deram o passo em 2024. Também o fizeram quatro países europeus: Noruega, Espanha, Irlanda e Eslovênia; os três últimos, membros da UE.
Em 2014, a Suécia, onde vive uma grande quantidade de palestinos, foi o primeiro membro do bloco a reconhecer o Estado palestino. Outros seis europeus já haviam adotado esta política antes da adesão à UE: Bulgária, Chipre, Hungria, Polônia, República Tcheca e Romênia. No entanto, a Hungria e a República Tcheca voltaram atrás na decisão.
Vários países anunciaram a intenção de reconhecer o Estado palestino, como França, Austrália e Canadá, que planejam concretizá-la em setembro na ONU.
O Reino Unido também o fará, a menos que Israel se comprometa a não anexar a Cisjordânia e aceite um processo de paz que leve a uma solução de dois Estados. Finlândia e Portugal também comunicaram em julho que estão "dispostos" ou "considerando" dar este passo.

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