Gustavo Scofano ficou ferido devido ao acidenteReprodução/Fantástico
Ao programa, ele contou que não costuma passar pela área de circulação do bondinho porque a região está sempre repleta de turistas, mas naquele dia escolheu esse caminho. Da tragédia, lembra-se do barulho, do movimento e do sangue.
Scofano afirmou que foi levado ao hospital para ser suturado, mas a principal marca é psicológica. "Acho que neste momento (a cicatriz) é essa sensação de pânico que não cessa e de uma angústia tremenda, enfim, e das imagens que ficam vindo", disse à repórter Bianca Rothier. "Graças a Deus eu não morri, mas tenho um peso imenso que fica".
Falha em cabo causou o acidente
O Elevador da Glória é composto por dois vagões amarelos que sobem e descem alternativamente, por um sistema de contrapeso, um desnível de 45 metros em 276 metros de comprimento, "com uma inclinação média de 18%", segundo os investigadores do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).
"As cabines são conectadas entre si por um cabo que equilibra seu peso através de uma grande roda reversível situada no alto da Calçada da Glória em um compartimento técnico subterrâneo", acrescentam no relatório publicado neste sábado, 6. "Do estudo feito aos destroços no local, foi constatado de imediato que o cabo que unia as duas cabines cedeu no seu ponto de fixação dentro do trambolho superior da cabina n.º 1 (aquela que iniciou a viagem na parte superior da Calçada da Glória)", diz o GPIAAF
Ao todo, cinco portugueses, três britânicos, dois canadenses, dois sul-coreanos, um americano, um francês, um suíço e um ucraniano morreram no acidente. Um alemão chegou a ser incluído entre os mortos, mas foi encontrado em um hospital de Lisboa.


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