Raphael visitou o memorial do 11 de setembro com BenReprodução/NY Post

O norte-americano Raphael Jarvis, de 64 anos, passa pelo 11 de setembro, em Nova York, com a ajuda de seu 'cão terapeuta', o Ben. O homem foi uma das pessoas que trabalhou no resgate às vítimas dos atentados.
Atualmente Jarvis está aposentado e seu último trabalho foi como vigilante sanitário. Mas, assim como muitos nova-iorquinos, sua vida mudou drasticamente desde aquele dia.
Ele trabalhava na Guarda Nacional já há 21 anos no dia da tragédia. Na manhã do ocorrido ele se dirigiu aos destroços do World Trade Center e operou no resgate das vítimas até junho de 2002, quando todos os destroços foram retirados.
"Foi uma tarefa difícil. Você conseguia sentir o cheiro do necrotério", disse em entrevista ao jornal "NY Post".
Em 2003, quando completou 23 anos na Guarda Nacional, Jarvis tentou se aposentar do serviço e até preencheu a papelada para isso. No entanto, ele foi convocado para a invasão dos EUA ao Iraque.
"Fiz o que tinha que fazer", disse. No ano seguinte, em 2004, ele deixou a corporação.
A longa operação de resgate e o serviço no Oriente Médio causaram graves problemas. Ele foi diagnosticado transtorno do estresse pós-traumático, além de depressão e ansiedade.
Até mesmo ir ao jogo dos Yankees, seu amado time de beisebol, ficou fora de questão. "Não gostei da multidão nem do barulho", disse ele.
Com Ben, ele disse ter encontrado a "felicidade que faltou todos esses anos". "Ele pulou em mim imediatamente", contou Jarvis, que atualmente mora na região do Bronx.
Ben foi treinado por nove meses graças à associação "K9 for Warriors", nome que é entendido pelos falantes da língua inglesa como "Caninos para Guerreiros".
Marca eterna
Em 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos viveram um dos dias mais trágicos de sua história quando quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Al-Qaeda. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, provocando incêndios e, em poucas horas, o colapso completo dos edifícios.
O impacto foi devastador, deixando uma ferida profunda em Nova York, que ficou marcada pela destruição no coração de sua paisagem urbana e pela dor de milhares de famílias. Bombeiros, policiais e equipes de resgate atuaram em meio aos escombros, muitos perdendo a vida no cumprimento do dever.
Um terceiro avião atingiu o Pentágono, em Washington, e o quarto, após uma reação heroica dos passageiros, caiu em um campo na Pensilvânia. Ao todo, cerca de 3 mil pessoas morreram e mais de 6 mil ficaram feridas, em um ataque que espalhou pânico e desespero pelo país, transmitido ao vivo para o mundo inteiro.
A autoria dos atentados foi reivindicada pela Al-Qaeda. No local em que ficavam os prédios, hoje estão dois memoriais com os nomes das vítimas e a preservação do local.