Caleb Wilson morreu em fevereiro deste anoReprodução / Internet

Os pais de um estudante de 20 anos, que morreu após um suposto trote na Southern University, no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, entraram com uma ação civil na sexta-feira (26).
De acordo com o processo, a família está buscando indenização por homicídio culposo e danos à sobrevivência contra a fraternidade Omega Psi Phi, que possuí mais de uma dúzia de membros. O valor será utilizado para ajudar a custear o sepultamento e o enterro do jovem.
O processo judicial nomeia como réus o estado de Louisiana, por meio do Conselho de Supervisores da Southern University e da A&M College, além da fraternidade frequentada pela vítima, Caleb Wilson, aluno do terceiro ano de engenharia mecânica.
Inicialmente, as autoridades declararam que o jovem morreu após ter sido atingido várias vezes no peito enquanto participava de um evento não autorizado da fraternidade, que ocorria em um armazém fora do campus da universidade, no dia 27 de fevereiro.
Segundo a petição, após Caleb desmaiar, os membros da fraternidade não acionaram os serviços de emergência imediatamente, o que pode ter prejudicado suas chances de sobrevivência. Os homens o transportaram para uma unidade hospitalar local, onde supostamente deram informações falsas sobre as circunstâncias do ferimento antes de irem embora.
O processo alega negligência grave e conduta intencional, alegando que as organizações de fraternidade falharam em supervisionar seus membros e em impedir trotes ilegais, e que a universidade também não cumpriu seu dever de proteger os alunos de danos previsíveis.
Segundo o jornal norte-americano "Walb News", além das organizações, os pais nomearam 12 indivíduos como réus na ação civil. Na lista, estão incluídos Caleb M. McCray, Kyle M. Thurman e Isaiah E. Smith, todos já presos e acusados criminalmente pela polícia de Baton Rouge em conexão com a morte de Caleb.
A direção da Southern University já havia expulsado a filial Beta Sigma da Omega Psi Phi após uma investigação interna concluir que a organização violava o código de conduta estudantil. A universidade implementou uma proibição temporária de todas as atividades de admissão de novos membros dessas fraternidades.