Forças navais israelenses interceptaram o barco Marielle, integrante da Flotilha Global SumudAFP
Imagens divulgadas nas redes sociais do movimento mostram um dos integrantes do grupo comunicando que o navio militar havia sido avistado a cinco minutos de distância. Outra publicação mostra as imagens do momento da abordagem.
O total de brasileiros sob o poder das forças israelenses é de 15 pessoas e não 17, como havia sido anunciado anteriormente. Além dos onze que já haviam sido capturados, mais quatro foram levados pelos militares conforme as embarcações foram sendo interceptadas.
Os últimos brasileiros a serem capturados foram Nicolas Calabrese, Hassan Massoud, João Aguiar e Miguel de Castro. Integram também a missão humanitária Thiago de Ávila e Silva Oliveira, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e a vereadora de Campinas, Mariana Conti (PSOL-SP), Bruno Gilga, Lisiane Proença Severo, Magno de Carvalho Costa, Ariadne Catarina Cardoso Teles, Mansur Peixoto, Gabrielle Da Silva Tolotti, Mohamad Sami El Kadri, Lucas Farias Gusmão.
Itamaraty
Na nota oficial, o governo brasileiro informa ainda que notificou formalmente o governo de Israel por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília.
Deportações
De acordo com a publicação, quatro cidadãos italianos já foram deportados e os demais estão em processo de deportação. O texto nega o cerco à Faixa de Gaza e afirma que as ajudas humanitárias poderiam ter sido "transferidas pacificamente".
Defesa jurídica
De acordo com o movimento, os participantes foram transferidos para a prisão de Kesdiot, no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito, distante aproximadamente 30 da fronteira egípcia.
“Até o momento, pouquíssimos participantes assinaram o Pedido de Saída Imediata. Os participantes foram informados previamente, que poderiam assinar o documento que permitiria um processo de liberação mais rápido. No entanto, sem a assinatura desse pedido, a legislação israelense permite a detenção por até 72 horas (três dias).”
Segundo a nota, tal documento implica o reconhecimento da entrada ilegal em Israel e o banimento por mais de 100 anos da região. De acordo com o relato dos juristas que acompanham o caso, durante os interrogatórios, os ativistas foram visitados por dois ministros israelenses, inclusive o da Defesa, Itamar Ben-Gvir.
“A presença dessas autoridades no local chama atenção, e indica a tentativa de intimidação política do governo sionista, e reforça a necessidade de vigilância constante por parte das equipes diplomáticas e jurídicas envolvidas”, reforça.
Greve de fome
Nova onda
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