Palestinos inspecionam os escombros de um prédio danificadoAFP

Pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança de um ano, morreram nesta quinta-feira (20) em novos bombardeios israelenses no sul da Faixa de Gaza, informaram autoridades locais, em meio a acusações judiciais de violação da trégua.
De acordo com uma fonte do Ministério do Interior de Gaza, sob controle do movimento islâmico Hamas, os ataques aéreos cessaram às 5h, mas os disparos de artilharia israelenses continuaram na região.
Israel e Hamas trocaram acusações desde quarta-feira (19) de violar o frágil cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro.
O Exército de Israel anunciou disparos "na direção da área onde [seus] soldados operam em Khan Yunis", enquanto as autoridades de Gaza relataram 27 mortos nos bombardeios israelenses naquele dia.
Nesta quinta-feira, a Defesa Civil de Gaza informou que havia resgatado três mortos e 15 feridos após um bombardeio israelense sobre uma casa a leste de Khan Yunis.
Consultado pela AFP, o Exército confirmou um ataque para “desmantelar infraestruturas terroristas”.
O hospital Nasser de Khan Yunis confirmou a morte de três pessoas, incluindo uma menina de um ano, que, segundo informou, pertenciam à mesma família.
Outra pessoa morreu no leste desta localidade em um ataque com drone, informaram os serviços de emergência do Ministério da Saúde de Gaza e o hospital Nasser.
Os ataques de quarta-feira foram um dos mais mortais do Exército israelense sobre Gaza desde o início da trégua promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no território palestino.
A guerra eclodiu em 7 de outubro de 2023 com o ataque do Hamas contra o sul de Israel, que deixou 1.221 mortos, segundo um levantamento com base em dados oficiais.
A operação de retaliação israelense sobre Gaza matou mais de 69.500 pessoas, de acordo com os números do Ministério da Saúde de Gaza, confiáveis pela ONU.