Macrón esteve com o primeiro-ministro grego Kyriakos MitsotakisAFP / Reprodução

O presidente francês Emmanuel Macron pediu nesta sexta-feira (24), em Atenas, uma "reação" às críticas dirigidas aos europeus por Estados Unidos, Rússia e China.
Macron chegou à Grécia nesta sexta para uma visita de dois dias destinada a reforçar a colaboração em defesa com esse aliado-chave em matéria naval, num momento em que a liberdade de navegação tem sido fortemente afetada no Golfo.
Em uma conversa em inglês com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, Macron falou de "um presidente americano, um presidente russo e um presidente chinês" que são "ferozmente contrários aos europeus".
Embora tenha parecido colocar Donald Trump, Vladimir Putin e Xi Jinping na mesma categoria de oponentes do Velho Continente, ele também enfatizou que o presidente americano continua sendo um "aliado", mesmo que nem sempre seja "confiável" ou "previsível".
"Este pode ser o momento europeu", insistiu Macron, reafirmando, como vem fazendo desde o início do ano, que a União Europeia é uma parceira "confiável" e "previsível".
Por sua vez, Mitsotakis destacou o "compromisso" dos países do bloco de se apoiarem mutuamente "em caso de possível ameaça", previsto pelo Tratado da União Europeia.
"Nós não contamos apenas com a Otan, existe também uma forte dimensão europeia", disse ele, referindo-se ao Chipre, país no Oriente Médio.
No início de março, vários navios europeus, incluindo um francês e outro grego, foram mobilizados quando uma base britânica situada no Chipre foi atingida por um bombardeio, no contexto da guerra no Oriente Médio.
No sábado, ambos os mandatários deverão abordar esse conflito e o bloqueio ao Estreito de Ormuz, tanto por parte do Irã quanto dos Estados Unidos, que prejudica a economia mundial.