Niterói: cidade incentiva o audiovisual brasileiro ao lançar programa Divulgação
“Niterói tem tradição de investimento no setor audiovisual. Desde 2017, realizamos uma série de ações para incentivar a produção local e chegamos a injetar cerca de R$10 milhões em editais entre 2018 e 2019. Agora, num momento em que grandes premiações e o mercado internacional destacam o cinema brasileiro, vamos nos juntar e impulsionar essa nova fase. O NAV nasce como uma política de longo prazo para consolidar Niterói como capital criativa do audiovisual, em diálogo com instituições de ensino, profissionais do setor, governos e a sociedade civil”, reforça o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Composto por 12 ações estratégicas, o NAV tem como pilares o fomento à produção, a valorização da memória audiovisual, a capacitação profissional, a inovação tecnológica e o fortalecimento da economia criativa e do turismo cultural. A proposta é transformar o setor audiovisual em motor de desenvolvimento sustentável, gerando impacto direto na economia, na cultura e na educação. Entre os projetos estruturantes estão o Museu do Cinema Brasileiro, a reabertura do Cinema Icaraí, o Cash Rebate Municipal, o Fundo de Financiamento Audiovisual, o Festival de Cinema de Niterói, entre outros.
“O lançamento do Niterói Audiovisual, NAV 2025, representa um marco para o setor cultural da cidade. Mais do que um evento, trata-se do pontapé inicial de um conjunto de programas estruturantes voltados para o fortalecimento da cadeia do audiovisual em Niterói. Arthur Maia é homenageado - um dos maiores baixistas do país, arranjador e produtor musical, associado a Niterói e morador da cidade, ocupou a secretaria de cultura, entre 2013 e 2016, nos deixou precocemente em 2018. E será um grande evento que vai marcar a história do audiovisual em Niterói", celebrou André Diniz, secretário de Economia Criativa e Ações Estratégicas.
A cerimônia de lançamento terá início às 9h30, ao som do Trio Instrumental formado por Clara Valle (cello), Luciano Câmara (violão sete cordas) e Juliana Rodrigues (percussão). Às 10h30, na abertura do evento, sobe ao palco a Orquestra Aprendiz Musical com o Concerto de Trilhas.
Entre os homenageados, estão Paulo Gustavo, Leila Diniz, Fernanda Young, Cacá Diegues, Nicette Bruno, Arthur Maia, além de nomes contemporâneos como Walter Lima Jr., Bruno Ribeiro e o professor João Luiz Vieira.
PROGRAMAÇÃO - Ao longo da tarde, o evento oferece duas mesas de debate. Às 14h, “Cenas que ficam: Memória do Audiovisual Brasileiro” recebe Lia Bahia - professora/pesquisadora da UFF, Rafael de Luna - professor e coordenador do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual - LUPA da UFF, Ines Aisengart Menezes - diretora-técnica da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) e Coordenadora do Programa de Arquivo da Witness, e Adélia Sampaio - primeira mulher negra a dirigir um longa no Brasil. A mediação fica por conta de Clayton Nascimento, diretor, ator e dramaturgo. Às 16h, Desafios do mercado e a força criativa do audiovisual apresenta PH Souza - sócio-diretor da Cafeína Produções e Presidente da ABRACI - Associação Brasileira de Cineastas do Rio de Janeiro, Carolina Benevides – produtora executiva na Inquietude, co-roteirista e produtora do premiado longa Manas e idealizadora, roteirista e diretora da série documental Eu que Plantei, Jorge Peregrino - produtor e distribuidor, e Bruno Ribeiro - cineasta, roteirista, sócio-fundador da Reduto Filmes e diretor do curta-metragem Manhã de Domingo, premiado em Berlim com o Urso de Prata. A mediação será feita por Leonardo Edde - sócio-fundador da Urca Filmes e Presidente da RioFilme. Haverá pocket show de Jonathan Ferr, performance de videomapping e encerramento com DJ MAM.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.