Fábio Lessa: contrabaixista e diretor musical também quer fomentar a arte e a cultura no Centro Cultural Paschoal Carlos MagnoDivulgação
Força criativa que pulsa nos bastidores e no palco da música, Fábio não apenas tem habilidade técnica, mas também capacidade de adaptação e liderança musical. É natural do Rio de Janeiro, mas veio para Niterói e começou sua trajetória ainda jovem, mergulhando no universo do baixo elétrico com paixão e disciplina. Seu estilo é marcado por linhas de groove profundas, técnica refinada e uma sensibilidade que transforma cada nota em narrativa.
Em seu currículo temos Preta Gil, onde atuou como baixista e diretor musical, imprimindo sua identidade sonora nos shows e arranjos da cantora; Claudinho & Buchecha, Gilberto Gil e Ivete Sangalo, entre outros. Fez parte da banda do programa Faustão na Band. Participou do desenvolvimento de equipamentos como o captador “Deep Tone Series” da Cabrera, projetado para realçar os graves sem perder os agudos limpos — uma verdadeira extensão de sua busca por excelência sonora. Presença constante em eventos, workshops e vídeos que celebram a música como ferramenta de transformação.
"Eu cantava, mas comprei um baixo influenciado pela galera e, contra a minha vontade, comecei a tocar baixo e estudar. Percebi que eu queria muito mais ser contrabaixista do que cantor. Aí tive uma banda incrível, de vanguarda, com o Carlos Mauro, que foi A Mosca. Fizemos parte de uma cena enorme de Niterói, que incluía bandas como Saara Saara e Urge, do Pedro Luís. Lembro que cheguei a tocar no Urge", disse ele, na entrevista exclusiva para O DIA Niterói.
PRETA, PRETA, PRETINHA - Fábio Lessa assumiu a direção musical da artista nessa época. "Foram quase vinte anos. Eu comecei a trabalhar com alguém que eu conhecia muito pouco, mas assumindo uma responsabilidade muito grande: baixista e diretor musical. Ouvi tudo que ela queria fazer e busquei realizar de um jeito que coubesse a ela. Foram 3 discos, 2 DVD's, com muito carinho, amor e respeito. Tivemos uma construção incrível. Veio o Bloco da Preta, gravamos DVD com várias participações de artistas enormes, como Lulu Santos, Anitta e outros. O legado que a gente deixou é muito importante", relembra o amigo e diretor.
OPERÁRIO DA BOA MÚSICA - Fábio segue no ofício da música. "Produzo Lucas Felix, que é um artista de Niterói. Toco e faço a direção do novo show do João Ramalho, que é filho dos ícones Zé Ramalho e Amelinha, e sigo minha vida na música. Toco com Gui Schawb, grande amigo. O instrumento é sempre meu porto seguro e sou um músico sobrevivente no Brasil. O que queremos imprimir é bom gosto e música de qualidade em qualquer gênero que for atuar. Tenho honra dos amigos quando me chamam para trabalhar. Coloco minha energia é quero que isso floresça", diz ele, que tem uma produtora que realiza shows de happy hours pelo Rio, além da Escola de Rock, focada em performance e experiência. "A maioria dos alunos são iniciantes, de todas as idades. Vê-los começando é um privilégio. A metodologia é montar uma banda e ver onde você se adapta, experimentando os instrumentos e formando bandas dentro da escola. No Rio são 6 unidades na Zona Sul, em Niterói é a primeira escola da franquia. É uma novidade, chama muito a atenção. Temos estúdios para os alunos, sempre com o rock n roll como base".
UM ARTISTA NA GESTÃO PÚBLICA - Depois de ter passado um período administrando a Sala Nelson Pereira dos Santos, agora Fábio Lessa está dirigindo o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, que fica no Campo de São Bento. "Tive uma conversa com a Micaela Costa, a Presidenta da Fundação de Arte de Niterói, e fizemos o MusiFest em homenagem ao Arthur Maia, o show de aniversário de 70 anos do Paulinho Guitarra no Municipal, até eu receber esse convite. Existe uma memoria afetiva muito grande, eu tocava aqui com o projeto Música na Varanda, nos anos 90, e agora estamos fazendo o Jazz na Laje, exposições e atrações infantis. É um espaço para acolher o artista da cidade e fomentar a arte local, assim como aconteceu na minha carreira", encerra Fábio Lessa.

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