Fernando Marcondes Ferraz, ao lado da colunista Lou Pacheco: saudosos e icônicos colaboradores da imprensa fluminenseReprodução

Niterói - O jornalista Fernando Marcondes Ferraz foi uma figura marcante na comunicação local de Niterói. Com uma trajetória de quase quatro décadas dedicadas ao jornalismo comunitário, o 'Fernando do LIG' deixou uma marca profunda na vida cultural e social da cidade.

Fernando foi o fundador e diretor-responsável do jornal semanário LIG, um dos principais veículos de imprensa de bairro em Niterói. O nome do jornal veio da abreviatura das palavras litoral, Icaraí e Gavião. O jornal se destacou por sua cobertura da agenda cultural, artística e social da cidade, tornando-se referência para os moradores e autoridades locais.

O trabalho de Fernando Marcondes Ferraz a frente do LIG foi reconhecido oficialmente pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que aprovou uma Moção de Aplausos e Congratulações pelo papel do LIG na defesa da Região Oceânica de Niterói contra o crescimento imobiliário desordenado. A campanha, liderada pelo jornal, buscava garantir que o desenvolvimento urbano fosse acompanhado por políticas públicas sustentáveis, preservando a qualidade de vida e o meio ambiente.

Grandes nomes e entusiastas do jornalismo fluminense começaram sua carreira no LIG, ou passaram pela redação do jornal. Entre eles Luiz Antônio Mello, Pedro de Luna, Lourdes ' Lou' Pacheco, Leonardo Rivera, Luiz Carlos de Carvalho, Décio Mafra e Dr Celio Balbi Guida, entre outros.
Mário Sousa, diretor do Jornal da Cidade e Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, também foi um dos primeiros editores do LIG. "Transformei o LIG em semanário, e também fiz o Fernando comprar sua primeira máquina de tipo. Provoquei a primeira greve e passamos, na redação, pela ameaça de invasão intencionada pelo governador fascista Raymundo Padilha, entre outras vivências", disse Mário.
Fernando Marcondes Ferraz faleceu no dia 1º de maio de 2023, Dia do Trabalho, aos 71 anos. Sua partida foi sentida por toda a comunidade niteroiense, que reconheceu sua dedicação à informação local e à valorização da cultura da cidade.