Elzita Bittencourt do Valle: uma das principais colunistas sociais da memória fluminense do jornalismoReprodução
Ela marcou gerações como professora de História no tradicional Liceu Nilo Peçanha. Seus alunos a reconheciam nas ruas com carinho, lembrando das aulas que transcendiam os livros e mergulhavam na formação cidadã. Mas foi no jornalismo que ela eternizou seu olhar crítico e refinado sobre os costumes da sociedade fluminense. Fundadora de um semanário local, Elzita assinava colunas sociais que iam além dos eventos: eram crônicas da alma niteroiense.
Conhecida como a “locomotiva do high society niteroiense”, Elzita transitava com naturalidade entre os salões e os debates sociais. Sua presença era sinônimo de classe, mas também de opinião. Casada por 57 anos com Ronaldo do Valle, mãe de três filhos e avó de seis netos, ela construiu uma família que reflete seus valores de afeto, cultura e liberdade.
Sua partida deixou um vazio na cidade, mas também uma memória viva. Elzita não foi apenas uma colunista — foi uma cronista da vida, uma educadora de corações e uma mulher que inspirou outras a ocuparem seus espaços com dignidade e coragem.

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