Comunidade reunida celebra herança quilombola com fé, música e o sabor da feijoada na Casa de Artes de MachadinhaFoto: Divulgação
Organizada pelo Grupo de Tambores da Machadinha, com apoio das secretarias municipais de Direitos Humanos, Cultura e Desenvolvimento Econômico, a festa começou cedo com apresentações dos alunos da Escola Municipal Felizarda Maria da Conceição de Azevedo, marcando o início de um dia repleto de significado. A Missa Afro, celebrada na Casa de Artes, emocionou o público e reforçou os laços espirituais e ancestrais da comunidade.
O prefeito Marcelo Batista acompanhou a celebração e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da identidade quilombola. A vice-prefeita Sabrine Pereira também participou e reconheceu o evento como símbolo da resistência histórica e da potência cultural de Machadinha.
Após a missa, a tão aguardada feijoada foi servida, acompanhada por clássicos da MPB e do samba. Oficinas, rodas de conversa e manifestações artísticas preencheram a tarde com vivências que resgataram saberes, narrativas e práticas culturais passadas de geração em geração. O acendimento da fogueira ao entardecer abriu espaço para a tradicional Roda de Jongo, expressão afro-brasileira de raízes profundas no território quilombola.
Para Jovana Azevedo, coordenadora adjunta do Grupo de Tambores, a Feijoada da Liberdade representa mais do que um evento festivo. “É um momento de afirmação da nossa história, de visibilidade para as lutas e conquistas do povo quilombola. É um chamado ao respeito, à escuta e à valorização do nosso legado”, afirmou.
Universitários, visitantes e membros da sociedade civil participaram ativamente. Entre eles, Gabrielle Soares, estudante da UFF de Rio das Ostras, marcou presença pelo terceiro ano consecutivo. “Machadinha emociona. A cada edição, volto mais consciente do que significa liberdade para essa comunidade”, disse.
O encerramento ficou por conta do grupo Os Piratas, que embalou o público com muito forró e alegria. A Feijoada da Liberdade, mais uma vez, cumpriu seu papel de unir resistência, celebração e memória — ingredientes essenciais para manter viva a chama da ancestralidade em solo quilombola.





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