Marcelo Freixo se reuniu com prefeito, secretário e representantes do turismo no Quilombo da Machadinha Foto: Marcio Menasce
O encontro foi marcado por um duplo eixo estratégico: promover a ancestralidade e a cultura quilombola de Machadinha e, sobretudo, ampliar a visibilidade do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, uma das mais importantes unidades de conservação do país, que se estende por 14 lagoas costeiras ao longo de 44 quilômetros de restinga preservada, abrangendo os municípios de Quissamã, Carapebus e Macaé.
Inspirado em modelos já consolidados como o do Quilombo Kalunga, em Goiás – hoje referência de turismo comunitário internacional –, Freixo anunciou ações políticas para tornar a região um produto turístico pronto para a promoção internacional. Uma comissão da região irá à Brasília visitar os Ministérios do Meio Ambiente, da Cultura e do Desenvolvimento Agrário buscando buscar recursos e estrutura para, após isso, ter a inclusão de Machadinha e Jurubatiba no mercado internacional, como em press trips internacionais, trazendo jornalistas e influenciadores para vivenciar a experiência turística do Norte Fluminense.
A coordenadora de Parcerias Regionais da Embratur, Fátima Pacheco, destacou que a integração entre cultura e natureza é um diferencial competitivo do Brasil no cenário global. “É fundamental que comunidades quilombolas como Machadinha e territórios de preservação como Jurubatiba estejam no centro da política de internacionalização do turismo. O Brasil tem na diversidade cultural e natural a sua maior riqueza para atrair visitantes”, disse Fátima.
O prefeito de Quissamã, Marcelo Batista, ressaltou o valor simbólico e econômico da agenda. “O Quilombo Machadinha e o Parque Nacional de Jurubatiba são tesouros do nosso município. Com o apoio da Embratur, teremos condições de transformar esse potencial em geração de emprego e renda para a população”, afirmou.
Com mais de 14 mil hectares protegidos, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é considerado o primeiro parque nacional criado para preservar exclusivamente o ecossistema de restinga. Abriga espécies endêmicas da flora e fauna brasileiras, além de ser um ponto estratégico para a prática de ecoturismo, pesquisa científica e educação ambiental.
A visita reforça a estratégia da Embratur de promover destinos que unem sustentabilidade, inclusão social e valorização da memória afro-brasileira, colocando o Norte Fluminense no radar do turismo internacional.





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