Publicado 22/03/2021 12:49 | Atualizado 22/03/2021 15:05
RIO — Moradores de diversos bairros do Rio enfrentam problemas com a falta d'água, cor escura, cheiro ruim ou gosto de barro desde a semana passada. Os problemas aconteceram após uma manutenção preventiva que foi realizada para impedir a proliferação da geosmina nesta última quinta (18). Contudo, no dia mundial da água, comemorado nesta segunda (22), a população segue convivendo com os mesmos problemas e há lugares em que o abastecimento não chegou ainda.
Uma das pessoas que enfrentaram esse problema foi a enfermeira Regina Moreira. Ela mora em Paciência, na Zona Oeste da cidade, e disse que o cheiro e gosto da água estão diferentes desde o ano passado, além da falta de abastecimento ser constante. “Sou enfermeira e já perdi todas as minhas roupas brancas porque a água é muito suja, para beber e cozinhar temos que comprar água”, disse.
Wellington Souza e Hugo Moreira, que também moram em Paciência, afirmaram que estão vivendo a mesma realidade. Eles compartilharam que ficaram sem abastecimento de água e que também já verificaram uma coloração diferente e gosto ruins. “Se eu chegar agora na minha casa e abrir a torneira, te garanto que não vai sair um pingo de água”, desabafou Hugo, que ainda está sem a oferta do serviço em sua casa.
Um morador que vive próximo ao posto de saúde do Cesarinho, também na Zona Oeste, Aleandro Lacerda Francisco, disse que tem acesso limitado à água. “Agora mesmo falei para a minha esposa não lavar as roupas, pois está faltando água”, afirmou. Ele compartilhou um vídeo em que mostra a água com cor escura.
Uma das pessoas que enfrentaram esse problema foi a enfermeira Regina Moreira. Ela mora em Paciência, na Zona Oeste da cidade, e disse que o cheiro e gosto da água estão diferentes desde o ano passado, além da falta de abastecimento ser constante. “Sou enfermeira e já perdi todas as minhas roupas brancas porque a água é muito suja, para beber e cozinhar temos que comprar água”, disse.
Wellington Souza e Hugo Moreira, que também moram em Paciência, afirmaram que estão vivendo a mesma realidade. Eles compartilharam que ficaram sem abastecimento de água e que também já verificaram uma coloração diferente e gosto ruins. “Se eu chegar agora na minha casa e abrir a torneira, te garanto que não vai sair um pingo de água”, desabafou Hugo, que ainda está sem a oferta do serviço em sua casa.
Um morador que vive próximo ao posto de saúde do Cesarinho, também na Zona Oeste, Aleandro Lacerda Francisco, disse que tem acesso limitado à água. “Agora mesmo falei para a minha esposa não lavar as roupas, pois está faltando água”, afirmou. Ele compartilhou um vídeo em que mostra a água com cor escura.
No Méier, na Zona Norte do Rio, a moradora Laila Fragoso também confirmou ter percebido o retorno dos problemas com a qualidade do abastecimento.”Desde a última segunda-feira (15) a água aqui voltou a ficar com gosto e cheiro ruim”, lamentou.
Procurada pelo DIA, a Cedae informou que os moradores que notarem qualquer alteração na água podem entrar em contato pelo telefone 0800-282-1195 para a realização de coleta de amostra para análise. Confira na íntegra a nota da companhia:
Duas medidas importantes estão sendo anunciadas hoje (22/03) pela companhia: A Cedae antecipou para hoje (22/03) o lançamento do edital da obra de proteção da tomada d'água. O objetivo é impedir que as águas dos rios Ipiranga, Queimados e Poços misturem suas águas ao Rio Guandu, próximo à captação da ETA Guandu, sendo esta a solução definitiva para o problema da geosmina/MIB.
Outra ação será a instalação de bomba que fará o bombeamento de água do Rio Guandu diretamente para a lagoa, aumentando a entrada de água e, consequentemente, sua renovação. A companhia recebeu licença para atuar e iniciará a instalação do gerador esta semana, e a implantação do sistema de bombeamento está previsto para 10 dias.
Na última sexta-feira, a Companhia concluiu a manobra preventiva no Rio Guandu para renovar a água da lagoa próxima à captação da estação de tratamento e mantém todas as medidas para reduzir a concentração de algas responsáveis pela produção da substância que vinha crescendo na lagoa nos últimos dias, como a aplicação de carvão ativado.
Mesmo em quantidades muito baixas de concentração de geosmina, a partir de 0,004 microgramas/litro já é possível sentir alteração de gosto e cheiro, apesar de não representar risco à saúde dos consumidores.
A Cedae também solicitou aos laboratórios contratados a redução do prazo no envio dos resultados dos testes de controle de qualidade que são divulgados no site da companhia (https://cedae.com.br/relatoriosguandu).
Relatos sobre alteração de cor não guardam relação com a água produzida na ETA Guandu, responsável por abastecer praticamente toda a cidade do Rio e cerca de 70% da região da Baixada Fluminense. Portanto, para identificar o que está causando alterações pontuais na coloração, é necessário informar endereços completos para que equipe possa realizar vistoria a fim de verificar a rede da rua e o ramal do imóvel. Cabe esclarecer que a substância geosmina não altera a coloração da água.
Vale ainda informar que moradores que notem qualquer alteração na água entrem em contato pelo telefone 0800-282-1195 para a realização de coleta de amostra para análise.
Em relação ao questionamento sobre falta d'água, pedimos que informe os endereços completos para que técnicos possam verificar.
Na Justiça, Cedae afirma que a culpa pode ser dos consumidores
Na última semana, a companhia informou à Justiça que a água turva que sai da torneira poderia ser culpa dos consumidores, em função de canos enferrujados e caixa d’águas sujas. As ações com pedidos para que a Cedae garantisse água de qualidade para toda a população se arrastam desde 2015.
A companhia reconheceu que a água tratada estava com gosto alterado apenas nos dias 27, 28 e 29 de janeiro e disse que não detectou nenhuma anomalia de cheiro nesse período.
Por fim, a empresa disse que "principalmente, após a divulgação de um provável desconto na conta dos usuários que requisitassem ressarcimento, o número de solicitações de atendimento disparou".
A companhia reconheceu que a água tratada estava com gosto alterado apenas nos dias 27, 28 e 29 de janeiro e disse que não detectou nenhuma anomalia de cheiro nesse período.
Por fim, a empresa disse que "principalmente, após a divulgação de um provável desconto na conta dos usuários que requisitassem ressarcimento, o número de solicitações de atendimento disparou".
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