Publicado 09/06/2021 13:36 | Atualizado 09/06/2021 16:03
Rio - O violoncelista Luiz Carlos Justino aguarda sua audiência de instrução e julgamento do caso no Fórum de Niterói tocando com a Orquestra da Grota, da qual faz parte, na tarde desta quarta-feira. O jovem chegou a ficar preso em setebro de 2020, depois que teve uma foto sua apresentada em delegacia a uma vítima de roubo, que o reconheceu em 2017. O músico teve a prisão preventiva revogada por uma liminar no plantão judiciário, mas o processo não foi arquivado.
A audiência de instrução e julgamento do caso está marcada para às 13h30 desta quarta-feira no Fórum de Niterói. A Orquestra da Grota se apresenta na calçada do Fórum, em sinal de solidariedade.
Confira vídeo:
Em 2 de setembro, Luiz voltava de apresentação da Orquestra de Cordas da Grota, quando foi abordado numa blitz e preso em cumprimento de mandado de prisão. Luiz afirma que no momento do crime do qual foi acusado, se apresentava numa padaria em Niterói. Três dias após a abordagem, ele teve a prisão preventiva suspensa e passu a responder ao processo em liberdade.
"Por que um jovem negro, violoncelista, que nunca teve passagem pela polícia, inspiraria 'desconfiança' ao constar de um álbum? Como essa foto foi parar no procedimento? Responder significa atender a reclamo geral chamado 'cadeia de custódia da prova", questionou o juiz André Luiz Nicolit em sua decisão durante o plantão Judiciário.
"Por que um jovem negro, violoncelista, que nunca teve passagem pela polícia, inspiraria 'desconfiança' ao constar de um álbum? Como essa foto foi parar no procedimento? Responder significa atender a reclamo geral chamado 'cadeia de custódia da prova", questionou o juiz André Luiz Nicolit em sua decisão durante o plantão Judiciário.
No último dia 7, a Justiça do Rio determinou que a Polícia Civil retire a foto de Luiz Carlos da Costa Justino do álbum de suspeitos da 79ª DP (Jurujuba), em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
Na decisão, o juiz Gabriel Stagi Hossmann esclareceu que o pedido não causaria nenhum prejuízo à secretaria: "Verifica-se que a medida de retirada da fotografia do denunciado do álbum de suspeitos da polícia civil não causaria qualquer prejuízo, já que o acusado é primário e tecnicamente portador de bons antecedentes, possuindo indícios de que possui ocupação lícita.
Na decisão, o juiz Gabriel Stagi Hossmann esclareceu que o pedido não causaria nenhum prejuízo à secretaria: "Verifica-se que a medida de retirada da fotografia do denunciado do álbum de suspeitos da polícia civil não causaria qualquer prejuízo, já que o acusado é primário e tecnicamente portador de bons antecedentes, possuindo indícios de que possui ocupação lícita.
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