Publicado 26/07/2021 13:58 | Atualizado 26/07/2021 14:57
Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que o município do Rio de Janeiro deve receber uma nova remessa de vacinas ainda na noite desta segunda-feira (26). Segundo Paes, ele recebeu um telefonema do departamento de logística do Ministério da Saúde informando sobre a antecipação da entrega dos imunizantes. A informação foi compartilhada em suas redes sociais e ele agradeceu o apoio do ministro Marcelo Queiroga pela iniciativa.
“Acabamos de receber uma ligação do departamento de logística do Ministério da Saúde que nos informou estar adiantando as entregas desta semana para a noite de hoje. Agradeço muito a parceria do ministro Marcelo Queiroga na aceleração desse processo”, afirmou Paes em seu twitter.
“Acabamos de receber uma ligação do departamento de logística do Ministério da Saúde que nos informou estar adiantando as entregas desta semana para a noite de hoje. Agradeço muito a parceria do ministro Marcelo Queiroga na aceleração desse processo”, afirmou Paes em seu twitter.
A previsão inicial é que a prefeitura recebesse amanhã cerca de 229 mil vacinas. Com o novo anúncio, ainda não há uma confirmação oficial sobre quanto de vacinas o município deve receber.
Via twitter, o Ministério da Saúde informou que será distribuído para todo o Brasil, a partir de hoje até os próximos três dias, aproximadamente 10,2 milhões de doses. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro não informou até o momento quantas vacinas o RJ vai receber e quando irá distribuir os imunizantes aos 92 municípios fluminenses.
No Estado do Rio, a capital interrompeu a vacinação com a primeira dose por falta de vacinas desde sexta. Na Região Metropolitana, os municípios de Nova Iguaçu, Itaboraí e Duque de Caxias informaram que estão com os estoques no limite e que podem interromper a campanha caso não sejam enviados novos lotes de vacina para os próximos dias.
De acordo com o secretário municipal da Saúde, Daniel Soranz, a capital deixou de vacinar 50 mil pessoas desde quando foi feito a paralisação.
"[O município do Rio] deixou de vacinar mais ou menos umas 50 mil pessoas, 30 mil hoje e 20 mil no sábado (23). A gente ainda está aguardando a possibilidade do Ministério da Saúde entregar as doses antes para poder lançar um novo calendário. Na quinta, mulheres de 34 anos e na sexta 33 anos [podem se vacinar] na sexta, mas ainda não temos detalhes sobre isso. Precisamos esperar para confirmar se o Ministério vai entregar antes", afirmou Soranz.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a previsão é que na terça-feira (27) a cidade do Rio receba 115 mil doses de CoronaVac e 34 mil de AstraZeneca. Na quarta-feira (28), a estimativa é de 80 mil doses da Pfizer.
Na última quarta-feira (21), Soranz tinha mencionado que um dos desafios que deveriam ser enfrentados no Rio seria o de estreitar o alinhamento com o Ministério da Saúde para acelerar a distribuição de doses. O secretário defende que o Governo Federal entregue em 24 horas as vacinas para a capital fluminense. Ele ressaltou que a Fiocruz já adota essa estratégia, o que permitiu a aceleração da campanha de vacinação na cidade.
Preocupação dos cariocas
A cidade do Rio, devido a falta de doses, está aplicando, nesta semana, apenas a segunda dose da vacina contra a covid-19. A dona Vera Salgado, que recebeu a segunda dose da AstraZeneca, nesta segunda-feira, no Posto Heitor Beltrão, Tijuca, Zona Norte, contou ao DIA que está preocupada com o atraso no calendário de vacinação por causa do avanço da variante Delta.
"Eu estou vacinada, mas o percentual de vacina tem que chegar em 70% para a gente estar numa zona um pouco mais confortável, e, com essas variantes vindo, a gente não sabe como é que vai se comportar dentro de um Brasil, um país tropical, que tem uma diferenciação muito grande, então essa falta de vacina é uma coisa que me preocupa muito, mas preocupa todo mundo e também a gente fica sentindo muito agoniado".
Para Vera, além da crise sanitária, o país ainda passa por uma crise política. "Infelizmente, estamos vivendo um momento político de total desgoverno, total desconsideração à vida, eu me sinto, assim, ultrajada, porque eu lutei muito pra gente ter um Brasil digno, onde as dignidades das pessoas está sendo afetada, então assim, isso eu acho que é o pior que poderia ter nos acontecido".
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