Publicado 24/05/2023 08:30
Rio - Cinco policiais federais devem prestar depoimento, como testemunhas, na tarde desta quarta-feira (24), em uma nova audiência do julgamento que apura a morte do menino João Pedro Mattos Pinto.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), com esses, vão faltar outras nove testemunhas do caso, que são policiais civis e devem ouvidos na próxima audiência, marcada para o dia 12 de julho.
João Pedro foi morto aos 14 anos, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Após três anos da morte do adolescente, completados no dia 18 deste mês, Rafaela Coutinho Mattos, mãe de João Pedro, segue pedindo por justiça. Na ocasião, ela afirmou ser difícil ainda esperar o fim do julgamento.
De acordo com as investigações, o parquet fluminense concluiu que o tiro que matou João Pedro partiu da arma de um dos agentes e três policiais foram denunciados por homicídio doloso e fraude processual. Além disso, a casa do tio do jovem, onde ele estava quando foi atingido, ficou com mais de 70 marcas de tiros.
Julgamento
Depois da morte de João Pedro, em 2020, a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ) foi apresentada em dezembro de 2021. Segundo o TJRJ, duas audiências de instrução já foram realizadas em 2022, em setembro e novembro, para ouvir testemunhas.
No caso, os os policiais civis Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister, lotadores na Core à época, são réus por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual.
Em setembro do ano passado, durante a segunda audiência de instrução e julgamento, uma testemunha de acusação que presenciou a morte do jovem alegou que não lembrava de ter visto criminosos armados perto da casa onde João Pedro foi morto.
Ainda de acordo com o TJRJ, a defesa dos réus, os policiais conseguiram três habeas corpus que limitaram o número de testemunhas em 16. Eles, que se forem condenados podem pegar penas de até 34 anos de prisão, ainda não foram ouvidos pela Justiça.
Defesa pede júri popular
Defesa pede júri popular
Rafaela e Neilton da Costa Pinto, pai do adolescente, participaram de uma audiência na sede do Ministério da Igualdade Racial, na última quinta-feira (18), em Brasília. Eles aproveitaram a cerimônia para pedir mais rapidez nas investigações e levar um abaixo-assinado com mais três milhões de assinaturas cobrando providências no caso: "Eu e meu marido estamos em Brasília, a Chang.org vai entregar a petição com milhões de assinaturas. Nós queremos que esses policiais vão a júri popular".
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