Publicado 05/07/2023 10:40
Rio - "Que esse tipo de intolerância não fique mais impune no nosso país". O desabafo é da empresária Taís Braga, que foi impedida de entrar em um carro de aplicativo junto com as filhas, de 8 e 13 anos, por estarem com roupas do Candomblé, em abril deste ano. O motorista, Ricardo Cardoso Afonso, de 57 anos, foi indiciado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por intolerância religiosa.
De acordo com a especializada, o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público. Ao Dia, a empresária informou que espera que o caso sirva de alerta para que as pessoas tenham mais amor e respeito ao próximo.
"Agradeço a Deus e aos Orixás, que esse tipo de intolerância não fique mais impune no nosso país. Muitas pessoas já sofreram e sofrem caladas, por medo de ninguém acreditar nelas. Que sirva de atenção para as pessoas que não respeitam o seu próximo", disse.
Na ocasião, Tais explicou que estava acompanhada das filhas e da sua sogra, a única sem a vestimenta, quando solicitou a viagem para ir a um terreiro, e o motorista se recusou a levá-las, sendo extremamente grosseiro. Uma das filhas da empresária já estava com um dos pés dentro do carro quando o homem a impediu de entrar.
De acordo com a especializada, o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público. Ao Dia, a empresária informou que espera que o caso sirva de alerta para que as pessoas tenham mais amor e respeito ao próximo.
"Agradeço a Deus e aos Orixás, que esse tipo de intolerância não fique mais impune no nosso país. Muitas pessoas já sofreram e sofrem caladas, por medo de ninguém acreditar nelas. Que sirva de atenção para as pessoas que não respeitam o seu próximo", disse.
Na ocasião, Tais explicou que estava acompanhada das filhas e da sua sogra, a única sem a vestimenta, quando solicitou a viagem para ir a um terreiro, e o motorista se recusou a levá-las, sendo extremamente grosseiro. Uma das filhas da empresária já estava com um dos pés dentro do carro quando o homem a impediu de entrar.
Para o pai de santo Celinho de Obaluaiyê, que esperava pelas mulheres em seu terreiro, a Justiça está sendo feita.
"Eu acredito desde o primeiro momento que a Tais foi usada pelos Orixás para combater essa intolerância e esse preconceito racial e religioso. Ela é uma mulher de personalidade forte, determinada, e foi usada para lutar pela causa. Talvez, se fosse uma outra pessoa, poderia ficar tão oprimida e constrangida a ponto de não denunciar e levar o caso à Justiça. Eu a considerei como um instrumento e agora a Justiça está sendo feito", disse.
Na época, a Uber informou que o motorista foi afastado. "A Uber não tolera qualquer forma de discriminação. Em casos dessa natureza, a empresa encoraja a denúncia tanto pelo próprio aplicativo quanto às autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei. A conta do motorista parceiro já foi temporariamente desativada, enquanto aguardamos pelas apurações", informou a empresa.
Em depoimento na Decradi, o motorista negou que recusou a corrida pelas vestimentas da família, e alegou que não poderia levar quatro pessoas no veículo.
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