Queima de fogos em Copacabana, na Zona Sul do RioFernando Maia/Riotur
Publicado 01/01/2024 01:08
Rio - A Praia de Copacabana foi palco de uma celebração grandiosa, unindo emoção, tecnologia e música para saudar a chegada de 2024. Mais de dois milhões de cariocas e turistas compareceram ao mais famoso Réveillon do Brasil, contemplando uma inesquecível queima de fogos, que durou 12 minutos. O espetáculo foi embalado por uma orquestra sinfônica que, ao vivo, tocou em sintonia com luzes e show de drones em 3D.
O público lotou as areias da praia desde cedo para garantir um lugar privilegiado perto do palco e não perder nenhum detalhe dos shows. Alguns encararam o tempo fechado do fim de semana para acampar em pontos próximos aos dois palcos montados para a festa. Na hora da Virada, no entanto, o tempo ajudou e não choveu. 
Quem esteve na Avenida Atlântica precisou passar por algum dos 30 pontos de bloqueios montados pela Polícia Militar, com 150 detectores de metais manuais. Ao todo, a corporação contou com um reforço de 2,9 mil PMs ao efetivo do 19º BPM (Copacabana), além de unidades do Comando de Operações Especiais (COE) e também do Comando de Policiamento Especializado (CPE). Um aumento de 11% em relação a passagem de ano de 2022 para 2023. Um foragido da Justiça por tentativa de homicídio foi preso com ajuda de câmeras de reconhecimento facial quando tentava acessar a faixa de areia. 
Maratona musical
O palco principal, em frente ao Copacabana Palace foi inaugurado pela DJ Tamy, que abriu o evento às 17h30, com uma seleção que variou entre os clássicos da música brasileira e hits internacionais.
Logo após, às 18h30, Luísa Sonza subiu ao palco. Com carisma e presença, a loura encantou a multidão, apresentando seus maiores sucessos. O repertório incluiu "Musa do Verão" e "Campo de Morango". Como vem fazendo nos últimos meses, Luísa cantou o sucesso "Chico" sem usar o nome de Chico Moedas, o ex-namorado.
Em seguida, foi a vez de Gloria Groove se apresentar. A artista entregou uma performance vibrante que manteve o público dançando e cantando ao som de hits como "Bonekinha" e "Vermelho".
Principal atração da noite, a cantora Ludmilla eletrizou a plateia. A artista sacudiu Copacabana com canções como "Café da Manhã" e "Maldivas". Além de sucessos consagrados do álbum "Numanice 2", a cantora ainda fez um dueto com Gloria Groove, que havia acabado de se apresentar. Um momento que causou apreensão entre a equipe da artista, porém, foi a invasão de um fã ao palco. Os seguranças precisaram segurar o homem que tentou se aproximar, enquanto a artista correu para os fundos da estrutura. Ágil e sem interromper o show, Ludmilla logo voltou ao centro do palco e seguiu o espetáculo. 
A cantora Gloria Groove foi a responsável por comandar a contagem regressiva para o espetáculo de fogos. O céu de Copacabana foi iluminado por 12 minutos de pirotecnia, apresentando imagens em 3D, como corações duplos e círculos com estrelas. O momento foi embalado por uma orquestra sinfônica que fez uma homenagem emocionante à cantora Rita Lee, morta em maio. A bateria da Imperatriz, campeã de 2023, também abrilhantou a festa.
No outro palco montado pela prefeitura, localizado na altura da República do Peru, os destaques ficaram por conta dos cantores Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Jorge Aragão e Belo.
Eventos por diversos pontos da cidade
O Réveillon no Rio se estendeu além da tradicional festa em Copacabana. Bairros da Zona Norte, Zona Oeste, além de um inédito palco na Praça Mauá ofereceram diversidade musical, atraindo grande público.

Na Zona Norte, as festividades tomaram conta de locais como Penha, Ramos, Ilha do Governador, Ilha de Paquetá e Madureira. Lá, os moradores e visitantes desfrutaram de uma mistura de gêneros musicais. Artistas como Delacruz, em Madureira, e Chefin no Piscinão de Ramos representaram o rap e funk, enquanto a Banda Onze:20 animou o público da Ilha do Governador com reggae.  Os grupos Coisa Séria e o cantor Gustavo Lins, na Penha, além do compositor Tiee, representaram o pagode.

Na Zona Oeste, que abriga mais da metade da população da capital, a Virada foi igualmente celebrada com grandes estruturas montadas para o evento. Bangu, outro estreante da noite, teve o maior palco da região, enquanto Pedra de Guaratiba e Sepetiba também contaram com suas próprias celebrações.
Atendimentos médicos
Durante a Virada, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram realizados 309 atendimentos nos quatro postos médicos montados para o Réveillon em Copacabana. De acordo com a SMS, a maioria dos pacientes apresentava mal-estar, pequenos traumas ou intoxicação etílica. Do total, foram transferidos 46 pacientes para hospitais e UPAs da rede.
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