Dados do ISP mostram que roubos de rua na Tijuca aumentaram em 54% neste anoReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Diante dos recorrentes casos de furtos e assaltos no bairro, o presidente da Nova Tijuca - Associação Empresarial e de Moradores, Jaime Miranda, acredita que o maior problema na região seja o efetivo de PMs, embora reconheça os esforços do comando do batalhão. A falta de aparelhagem, como viaturas e motos, também interfere, segundo ele.
"A Grande Tijuca, que é a área do 6° BPM, tem mais de 450 mil pessoas. É maior que a maioria das cidades do Brasil, com um efetivo de pouco mais de 300 agentes. O comando do 6° BPM, a delegacia (19ª DP)... é tudo a mesma coisa, o efetivo deles é a metade do que eles deveriam ter. Então, a gente vê como muito grave a condição do efetivo tanto para Polícia Civil como para Militar, ou para Operação Presente, isso reflete na qualidade de segurança que o estado poderia dar para a gente", avalia Jaime, que também é presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Grande Tijuca.
Nesta terça-feira, associações de moradores do bairro terão uma reunião de boas-vindas com tenente-coronel Brum, que assumiu o batalhão recentemente. O evento terá delegados, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e também a subprefeitura.
"Segurança não é só a PM, Polícia Civil ou Guarda Municipal, é também a prefeitura, é poda de árvore, é rua com iluminação, tudo isso dá a sensação de segurança e de pertencimento, de que está sendo ocupado. Uma rua cheia de buraco e uma calçada suja dão uma sensação de abandono e aumentam a sensação de insegurança", completa Jaime Miranda.
O número representa um aumento de 54% em relação a este mesmo período do ano passado, em que foram contabilizados 208 roubos.
















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