Armas de gel apreendidas durante operação da Polícia CivilReprodução

Rio - Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram, nesta terça-feira (29), a Operação Brinquedo Legal com objetivo de coibir a comercialização de armas de gel. Foram apreendidas cerca de 500 produtos deste tipo. Os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão no Centro, Zona Sul e Zona Norte da capital, além de Niterói, na Região Metropolitana. 
De acordo com a Polícia Civil, o alvo da operação é uma rede de lojas direcionada ao público infantil. O Inmetro, autarquia que regula produtos e serviços, aponta que as armas de gel não são consideradas brinquedos e são impróprias para consumo.
Os materiais apreendidos durante a ação foram encaminhados à Decon, na Cidade de Polícia, e passarão por uma análise.
Discussão na Câmara
A Câmara de Vereadores do Rio tem como objetivo, ainda neste primeiro semestre, discutir o Projeto de Lei que proíbe a fabricação e comercialização de armas de gel na cidade. O PL acrescenta um parágrafo específico sobre este tipo de equipamento ao artigo 1º da Lei Municipal, de outubro de 1999, que já proíbe armas de brinquedo idênticas ou similares a armas de fogo verdadeiras no município.
"Essas armas de gel têm ferido gravemente as pessoas e podem ser usadas em assaltos. O tema é urgente, de grande importância, e já está sendo debatido pelo parlamento. A nova legislação contribuirá para apertar ainda mais o cerco contra o comércio desses falsos brinquedos, que se tornaram uma ameaça", afirmou o autor do texto, Carlo Caiado.
As armas de gel viraram febre entre os jovens desde o ano passado, ganhando espaço nos comércios formal e informal. Além de representarem risco à integridade física de crianças e adolescentes, tornaram-se também uma questão de segurança pública. Os modelos se assemelham a armamentos de uso restrito, como fuzis, e há registro de criminosos que se aproveitaram da facilidade de aquisição para utilizar o material em crimes.
Desde o ano passado, diversas ações da Polícia Civil têm sido realizadas para apreender esse tipo de produto. Os agentes se baseiam em uma lei federal que proíbe a venda de simulacros, mas, muitas vezes, os comerciantes se aproveitam de brechas na legislação para comercializar o produto. As armas de gel não são consideradas brinquedos e não podem ser vendidas em lojas do setor.
No Brasil, pelo menos quatro cidades — Paulista, Caruaru, Olinda e Limoeiro, todas em Pernambuco — já proibiram a venda e a circulação dessas armas.