O que não falta é opção de lugar para que as pessoas possam se divertirDivulgação

Quem não gosta de encontrar os amigos para jogar conversa fora e comer um petisco diferente? A maioria das pessoas, com toda certeza. Por isso, os polos gastronômicos - associações que reúnem restaurantes, bares, cafés, bistrôs e quiosques que oferecem desde culinária local até pratos internacionais - atraem tanto moradores quanto turistas para as áreas mais icônicas da cidade. Em Nova Iguaçu, um novo point está dando o que falar. Muita gente comemora o fato de não precisar mais se deslocar para o Rio a fim de curtir uma noite agradável perto de onde mora."Antigamente tínhamos que ir ao Rio para encontrar uma boa opção de gastronomia, uma comida diferente. Hoje tem tudo de bom e de melhor aqui, perto de casa, do trabalho e dos amigos. É o melhor dos dois mundos", diz a advogada Cyntia De Freitas, que já morou na Barra da Tijuca, mas sentia falta do agito da Avenida Mário Guimarães, em Nova Iguaçu.
Sua colega de profissão, Jacqueline Xavier, concorda: "Aqui na rua tem de tudo e, por ser relativamente perto do Fórum e da OAB, é uma ótima opção para nossa hora de lazer, depois do trabalho. Fazemos nossos happy hours aqui, e, de vez em quando, ficamos até mais tarde para ver os jogos do Flamengo juntas. Quando tem jogo aqui fica muito legal".
Desenvolvimento econômico
Além da diversão, o objetivo dos polos gastronômicos é o de fomentar o desenvolvimento econômico, cultural e social do local. Além disso,  atuam como o elo entre empresários do setor, os funcionários, a comunidade, e o poder público, promovendo parcerias estratégicas, eventos culturais, e ações de sustentabilidade. Como associações, os polos também são pontos para networking e trocas de conhecimentos, buscando oferecer aos membros e colaboradores acesso a capacitações, workshops e consultorias especializadas.
Presidente do Polo Gastronômico da Zona Sul do Rio de Janeiro, Tiago Moura, explica que a missão  é promover o crescimento sustentável e colaborativo dos restaurantes, oferecendo suporte estratégico, capacitação dos membros e seus colaboradores, e representação institucional, visando fortalecer a gastronomia local e experiência dos consumidores.

"Durante muito tempo os donos de bares e restaurantes estiveram em lados opostos da população. Com a criação do Polo entendemos e provamos que é possível crescer juntos. Unidos somos muito mais fortes para conseguir que as demandas de todos sejam atendidas pelo poder público. Se antes o morador reclamava que tinha muita circulação de gente à noite na porta de casa, hoje ele entende que o maior número de pessoas traz maior sensação de segurança, pois o espaço público fica menos deserto", diz ele acrescentado que juntos a força é maior.
"Se a coleta do lixo atrasou ou a lâmpada do poste queimou, e a solução do problema está demorada porque o cidadão muitas vezes não sabe com quem reclamar, nós do Polo entramos em contato diretamente com o órgão responsável, e resolvemos os problemas de maneira institucional. Hoje não só os clientes como os cidadãos em geral entendem isto", pondera Moura, que também é sócio dos restaurantes do Grupo Canastra e do Le Pulê, em Ipanema.
Diversidade e expansão 

De acordo com o profissional, o objetivo é expandir esse modus operandi da associação para o resto da cidade e para outros municípios do Estado para ser referência nacional em inovação, sustentabilidade e excelência no setor gastronômico. "Os polos gastronômicos serão 'exportados' para os principais municípios do Rio de Janeiro. E a primeira cidade a receber um PG fora da cidade do Rio foi Nova Iguaçu. Maior município da Baixada Fluminense e o quarto maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro em área, Nova Iguaçu possui o título de "Capital da Baixada" e "Cidade-Mãe", por ser a mais antiga da região, mas também por ter uma economia pujante, referência estadual na indústria e comércio'", avalia Tiago.
Iguaçuanos estão felizes
No setor gastronômico não poderia ser diferente, diz Kátia Calixto, recém-empossada presidente do Polo Gastronômico de Nova Iguaçu, e proprietária do Casa da Dona Restaurante, situado na Avenida Doutor Mário Guimarães, no Centro, em um ponto em que está começando a ser conhecido como Alto Nova Iguaçu, devido a profusão de bares e restaurantes, que atraem, durante a semana, e, principalmente, aos sábados e domingos iguaçuanos e turistas dos municípios vizinhos, como Caxias e São João de Meriti.

"O Polo Gastronômico de Nova Iguaçu tem se consolidado como um dos principais atrativos da cidade, especialmente ao longo da Rua Mário Guimarães, onde se concentra a maior parte dos restaurantes. A região tem atraído semanalmente visitantes de diversas regiões, incluindo cidades vizinhas, outros estados e até países", diz ela, acrescentando que se tratam de restaurantes estrategicamente localizados entre hotéis de padrão executivo e o Fórum.
"Eles têm recebido empresários, autoridades dos Três Poderes, além de um público fiel que valoriza boa gastronomia, música de qualidade, e ambientes acolhedores para momentos de lazer com amigos e familiares. O impacto positivo dessa vivência é perceptível nas redes sociais, onde os próprios clientes compartilham suas experiências e incentivam novos visitantes a descobrirem nosso espaço. É essa rede de afeto e recomendação que tem impulsionado a ascensão do nosso Polo", revela Kátia.
Novo point - uma infinidade de opções
Ela destaca que o "novo point" reúne várias opções gastronômicas, que vão desde a cozinha caseira até gastronomias internacionais, contemplando diversos estilos de alimentação, e, principalmente, diferentes faixas de preço. O ambiente plural que vai de tradicionais restaurantes da cidade e pequenos bistrôs a bares com música ao vivo e telões para assistir jogos de futebol. "A diversidade de restaurantes merece destaque, aqui temos pizzarias, hamburguerias, docerias e outras opções. A diversidade de sabores e propostas permite-nos alcançar todas as camadas da sociedade. Observa-se um aumento expressivo no fluxo de clientes em períodos de recebimento de benefícios como o vale-refeição, que possibilita momentos de prazer e convívio sem comprometer o orçamento mensal. Um pastel de feira reinventado com sofisticação, acompanhado de um chope bem tirado, servido em um espaço bem cuidado, é capaz de criar memórias afetivas e até histórias de amor – tudo isso acessível, sem excessos", garante.

A presidente diz ainda que o polo foi criado para proporcionar um relacionamento especial com a população, não apenas pela comida, mas também pela experiência. Para tanto, foi preciso criar um ambiente mais convidativo e seguro. "Temos investido na qualificação de nossos espaços – calçadas restauradas, fachadas revitalizadas, paisagismo e ambientação. Esses esforços impactam diretamente a geração de empregos, o fortalecimento da economia local e o aumento da arrecadação, refletindo-se em melhorias nos serviços públicos, como segurança, iluminação e limpeza urbana", comemora Kátia.
"Os retornos positivos que recebemos refletem um novo olhar sobre Nova Iguaçu; não mais apenas associada a manchetes negativas, mas, agora, valorizada por seu potencial, hospitalidade e capacidade empreendedora. Muitos visitantes têm descoberto que nossa cidade abriga um público consumidor exigente, com bom poder aquisitivo, que investe em bem-estar e lazer", acrescenta.

Nessa jornada de fomentar o desenvolvimento econômico, cultural e social de Nova Iguaçu, o Polo Gastronômico precisa contar com a ajuda do poder público para fornecer uma infraestrutura que suporte o fluxo de visitantes. Isso inclui estacionamento adequado, fácil acesso ao transporte público, iluminação adequada e a principal demanda da população: segurança.
"Ressalto, com gratidão, o importante apoio institucional que temos recebido da Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, na pessoa do prefeito, da vice-prefeita, doutora Roberta, e de seus secretários, cuja parceria tem sido essencial para o fortalecimento do nosso projeto. A expertise do Polo Gastronômico da Zona Sul do Rio, e apoio de outras entidades tem contribuído para o nosso caminhar agora como Polo Gastronômico", conclui a presidente.

Novos polos à vista

A criação do Polo Gastronômico de Nova Iguaçu teve relevante contribuição e incentivo do Polo da Zona Sul do Rio de Janeiro, que auxiliou na formatação e implementação do modelo de gestão e governança desenvolvido, que foi replicado, com a primeira ação em prol do desenvolvimento de Polos pelo Estado.
"Queremos promover todas as boas práticas da nossa associação não em dezenas, mas na criação de centenas de Polos em todo o Rio de Janeiro, que é o Estado que recebe o maior número de visitantes no Brasil. O objetivo é promover a excelência no atendimento à população local e turistas nos 92 municípios fluminenses", diz Tiago, que pensa grande.
"Já estamos de olho em outros municípios da Baixada, assim como na Região Serrana, Costa Verde, Niterói, Região Oceânica e Região dos Lagos. Em algumas cidades dessas regiões podemos desenvolver mais de um Polo, podendo, assim, participar do desenvolvimento das comunidades locais, contribuindo com ações sociais, culturais e econômicas que promovam o bem estar da sociedade", projeta Tiago Moura.