Estudantes da UFF irão representar o Brasil no Canadá em agostoUFF/Divulgação
"O rover é um robô, um veículo, na verdade. No caso dessa competição, ele tem o desafio de andar em terrenos diferentes, vamos dizer assim, dos que temos aqui na Terra", explica a professora do Departamento de Engenharia Mecânica da UFF e orientadora da equipe, Fabiana Rodrigues Leta.
Com o objetivo de simular missões de exploração extraterrestre, a disputa está marcada para o período de dias 8 a 11 de agosto na cidade de Drumheller, na província de Alberta, no oeste do país. Ao longo dos dias de competição, as equipes selecionadas devem utilizar os rovers projetados para completar diversas tarefas, como atravessar terrenos variados, operar de forma autônoma e operar um braço hábil.
A estrutura do rover varia de acordo com cada competição. No caso da disputa no Canadá, todo movimento do veículo deve ser feito remotamente. "Em alguns casos, você pode usar um drone para mapear o terreno e orientar o movimento desse carro, então são veículos autônomos que vão andar em um terreno específico, simulando o terreno de outro planeta, como, por exemplo, Marte", continua a professora.
Iniciativa de estudantes
"Esses alunos viram um rover em um evento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Niterói, e ficaram encantados com a perspectiva de desenvolver um, conversaram comigo, como tutora, e trouxeram a ideia", relembra a professora.
Na época, os alunos ficaram motivados com o projeto e por ser algo específico da área de mecânica, destacou Fabiana, além da possibilidade de participar de competições internacionais. Em 2018, ano seguinte ao da formação da equipe, os alunos foram selecionados para participar do Nasa Human Exploration Rover Challenge, realizado pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa, na sigla em inglês). No evento, receberam o AIAA Neil Armstrong Best Design Award pela construção de um rover com três rodas, em vez de quatro, como geralmente são projetados.
Em 2020, com a decretação da pandemia e o início do isolamento social, a The Myths Brazil foi desmobilizada. O retorno aconteceu apenas três anos depois, em 2023, com novos estudantes e de diferentes cursos da universidade, além de engenharia mecânica.
"A equipe é muito renovada, porque os alunos vão passando, se formando e vão seguindo. Hoje, ela foi refeita, então temos uma equipe multidisciplinar", ressalta Fabiana.


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