Autor do ataque vulnerabilizou os sistemas de um fornecedor externo de serviços de cibersegurançaReprodução/Internet
Antes de tudo, é preciso entender o que é IA. Trata-se de um ramo da ciência da computação que desenvolve sistemas capazes de executar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana. Exemplos práticos incluem o ChatGPT, da OpenAI, e a Alexa, da Amazon.
Atualmente, pessoas comuns do dia a dia já começaram a usar as IAs como ferramentas para realizar suas tarefas mais básicas. Agendas inteligentes, aplicativos de gerenciamento de tarefas e assistentes de voz estão ajudando milhões de pessoas a organizar melhor seu tempo. Estudantes agora têm acesso a tutores virtuais que explicam conteúdos de forma personalizada, de acordo com seu ritmo de aprendizagem.
A IA também está presente em aplicativos que ajudam no controle de gastos, na sugestão de investimentos e até na previsão de contas futuras. Isso tem ajudado famílias a tomarem decisões mais conscientes sobre o orçamento.
Em contrapartida, questões éticas e mercadológicas são as que mais se colocam contra este tipo de tecnologia. A automação de tarefas por IAs, por exemplo, ameaça postos de trabalho, especialmente em áreas operacionais e repetitivas.
A praticidade da IA pode gerar dependência. Pessoas podem deixar de desenvolver certas habilidades (como memorização ou cálculo) por confiar cegamente em ferramentas digitais. Ferramentas de inteligência artificial também podem ser usadas para criar conteúdos falsos, como deepfakes e fake news, com uma verossimilhança assustadora. Isso representa riscos à democracia, à reputação de pessoas e à segurança global.
"Acho que o principal cuidado que se deve ter é manter a dúvida acesa: ou seja, não é porque a IA afirmou algo sobre um assunto que aquilo é verdade. Principalmente porque uma característica marcante desses chatbots é errarem sendo muito confiantes. Com frequência também, eles tendem a concordar demais com aquilo que dizemos, manifestando um comportamento bastante “puxa-saco” e reforçando opiniões, ideias e crenças que já possuímos. De um modo mais amplo, também deve-se ter o cuidado de distinguir que tipos de usos e tarefas são razoáveis e seguros de serem delegados para uma IA e quais não. Fazer terapia ou consultas médicas com uma IA, por exemplo, é algo extremamente arriscado", conclui Paula Cardoso.
Apesar dos desafios, especialistas são unânimes em afirmar que o caminho não é evitar a IA, mas aprender a usá-la com responsabilidade. Isso inclui educar a população sobre o funcionamento dessas tecnologias, cobrar políticas públicas e garantir que a ética esteja no centro do desenvolvimento.

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