Até maio, somente 17,5% do público-alvo havia sido vacinado Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
Gripe: aumento acelerado de casos no Rio liga o alerta para idosos e crianças
Dados do painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde do Rio indicam que pessoas acima dos 60 anos representam cerca de 21% dos casos de internações registrados
Rio - A proximidade do inverno traz uma antiga preocupação: o aumento dos casos gripe e síndromes respiratórias. Com isso, é necessário ligar o sinal de alerta com idosos e crianças, as principais vítimas graves dessas doenças.
Em todo o estado, 7.931 casos foram notificados somente em 2025. Destes, 7.237 precisaram ser internados. Já entre esse total, 539 evoluíram para o óbito.
Os dados ainda mostram que pessoas acima dos 60 anos representam cerca de 21% dos casos de internação no estado. No número de óbitos, são quase 70% dos registrados. Na 22° semana epidemiológica deste ano, o Governo do Rio registrou somente mortes de pessoas acima dos 60 anos.
Com o aumento de ocorrências, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) fez um alerta para a importância da vacinação. Em março, o painel registrou uma média de 12 internações semanais no período que compreende a 9ª e 13ª semana epidemiológica. Em abril, a média semanal subiu para 46 internações, registrando um aumento de 283% em relação ao mês anterior. Até 23 de maio, a média semanal chegou a 85 internações, representando um aumento de 85% em relação a abril.
O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) registrou que a influenza A segue liderando como principal causa dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que, por sua vez, vem tendo o crescimento acelerado em todo o país.
Os Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza A são altamente contagiosos e estão entre os mais perigosos.
As doenças têm como principais grupos de risco as crianças e os idosos, cujos quadros podem se agravar com mais facilidade. Ainda de acordo com o boletim, a Influenza A também é apontada como principal causa de mortalidade por SRAG em pessoas na terceira idade.
Comorbidades aumentam risco
Muitos idosos vivem com doenças crônicas, como cardiopatias, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma, diabetes ou insuficiência renal. Essas condições preexistentes aumentam o risco de complicações severas quando há infecção por um vírus respiratório, podendo levar a descompensações cardíacas e hospitalizações prolongadas.
Vacina como salvação
Até o mês de maio, a campanha de vacinação no estado havia atingido apenas 17,5% do público-alvo, que são as crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto), pessoas com 60 anos de idade ou mais, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua.
A vacinação se destaca como principal meio de evitar que os casos evoluam para quadros graves e uma das estratégias mais eficazes de proteger a população idosa.

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