Museu da República, no CateteReprodução / Facebook

Rio - A partir do dia 16 de julho, o público poderá voltar a visitar o Palácio do Catete, na Zona Sul, que vai reabrir seu primeiro pavimento após o fim parcial das obras do projeto de restauração do Museu da República. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), nas redes sociais da instituição, que é administrada pelo governo federal.

A reabertura acontecerá junto com a inauguração da exposição "Crônicas de uma Barbárie", do chargista Carlos Latuff. A mostra traz uma reflexão sobre os impactos sociais e políticos da pandemia de covid-19. O local estava fechado desde fevereiro.

Vale ressaltar que o famoso quarto onde Getúlio Vergas (1882-1954) morreu, no terceiro andar, permanece temporariamente fechado, mas parte do acervo relacionado ao ex-presidente estará exposta no térreo.

A visitação acontecerá de quarta a domingo, das 11h às 17h (entrada até 16h30), com entrada gratuita. A agendamento para escolas, a partir de agosto, poderá ser feito e-mail mr.educa@museus.gov.br.

A instituição ressalta, ainda, que os jardins seguem abertos ao público todos os dias, sempre das 8h às 18h.

História

O imponente Palácio do Catete, que abriga o Museu da República, foi construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo.

Foi sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, servindo como residência de 18 presidentes e cenário de episódios emblemáticos da história do Brasil, como o velório do presidente Afonso Pena, em 1909, e o suicídio de Getúlio, em 1954. Em 1960, com a transferência da Capital para Brasília, virou museu.

O endereço é Rua do Catete, 153, em frente à estação de metrô.