Esqueleto de um cachalote afixado na claraboia do edifícioDivulgação
Museu Nacional terá exposição aberta ao público pela primeira vez desde o incêndio
Visitação temporária 'Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional' começa nesta quarta-feira
Rio - O Museu Nacional reabrirá suas portas ao público, nesta quarta-feira (2), pela primeira vez desde que um incêndio destruiu o edifício e 85% do acervo com 20 milhões de itens, em 2018. A visitação temporária "Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional" foi lançada com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, nesta segunda-feira (30).
A iniciativa convida o público a acessar temporariamente três ambientes internos da sede do Museu, o Paço de São Cristóvão, que está em obras. De 2 de julho a 31 de agosto, os visitantes vão apreciar os avanços no restauro do palácio; reencontrar um acervo icônico, o meteorito Bendegó; e conhecer uma conquista recente da instituição: o esqueleto de um cachalote, com 15,7 metros de comprimento, afixada na nova claraboia do edifício.
"Esta é uma programação que evidencia a resiliência dos trabalhadores do Museu, a excelência das ações de restauro que estão em andamento e, claro, a relevância científica dos nossos acervos para ampliação do acesso ao conhecimento. É um momento histórico: poder, mesmo que por pouco tempo, abrir uma pequena parte do palácio para visitação! Toda a sociedade está convidada a participar dessa nova fase do Museu", afirmou Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional.
Para Lucia Basto, gerente executiva do Projeto Museu Nacional Vive, "é ainda uma oportunidade para dialogar sobre as conquistas e os desafios desta reconstrução. Além da claraboia sobre a escadaria monumental, será possível apreciar também alguns elementos artísticos restaurados na sala do Bendegó que, mesmo antes do incêndio, estavam encobertos por camadas de tinta".
A experiência sugere uma trilha que articula natureza, patrimônio e arte. O Bendegó – um gigante com mais de cinco toneladas – e outros exemplares da coleção de meteorítica são o ponto de partida. Neste primeiro momento, o visitante encontra obras de Gustavo Caboco, artista visual wapichana, que ressignificou o meteorito para produzir uma série de trabalhos artísticos em conjunto com sua família.
Já no pátio da escadaria monumental, a observação do cachalote é resultado de um trabalho especializado de restauro e preparação do material biológico que durou cerca de dois meses. Foram realizados procedimentos como consolidação óssea, pintura e reposição de algumas estruturas esqueléticas do cetáceo, além do içamento e da afixação de peças, que somam cerca de três toneladas. O Museu está lançando uma campanha para que a população dê um nome ao cachalote, o maior da América do Sul a ser exibido.
A terceira sala é dedicada à história do Museu e à reconstrução do palácio, destacando aspectos arquitetônicos e de restauro, expondo acervos originais, como duas esculturas de mármore de Carrara, originais e réplicas de ornamentos artísticos e uma série de imagens sobre o cotidiano do trabalho na obra.
As visitas ao Museu acontecerão de terça a domingo, de 2 de julho a 31 de agosto, de forma gratuita, por meio de agendamento e retirada de ingressos na plataforma Sympla.





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