Agentes do Gaeco do MPRJ cumpriram mandado de prisão contra o policialArquivo / Agência O Dia
Policial civil aposentado é preso por liderar grupo que exigia propina de estabelecimentos ilegais
Alcino Luiz Costa Pereira e mais cinco agentes são acusados de corrupção passiva
Rio - O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) cumpriu, na manhã desta terça-feira (8), um mandado de prisão contra o policial civil aposentado Alcino Luiz Costa Pereira, acusado de liderar um grupo de agentes que exigia propina de proprietários de casas de prostituição, bingos clandestinos, ferros-velhos e outros estabelecimentos ilegais para evitar investigações. A ação contou com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil.
De acordo com o MPRJ, os crimes ocorreram de forma contínua entre 2018 e 2022, envolvendo principalmente agentes lotados na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio.
Ainda segundo o órgão, Alcino, apontado como o articulador do grupo, organizava a distribuição das cobranças entre os membros da quadrilha e se comunicava diretamente com os donos dos estabelecimentos. Ele e mais cinco policiais civis foram denunciados por diversos atos de corrupção passiva.
A denúncia é um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2022. Na ocasião, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ investigava um esquema de corrupção sistêmica em delegacias especializadas do Rio.
Histórico de prisões
Alcino já havia sido denunciado em outro processo ligado à mesma operação, por condutas semelhantes, em 2023. Na época, o policial e mais três agentes foram presos por associação criminosa e extorsão. O grupo foi acusado de receber propina via PIX e dinheiro em espécie mesmo dentro de delegacias. Segundo o MPRJ, os quatro ameaçavam empresários de Cabo Frio, na Região dos Lagos.
Em 2022, Alcino foi preso na 2ª fase da Operação Fim da Linha, a mesma que gerou a ação desta terça-feira (8). Na ocasião, ele agrediu profissionais de imprensa ao chegar na sede da Corregedoria da corporação.
Inicialmente, a investigação foi instaurada para apurar crimes praticados por contraventores que exploram jogos de azar, após notícia crime sobre um bingo clandestino que funcionaria em Copacabana, na Zona Sul, com a permissão de policiais militares e civis. No curso da investigação, foram identificados três grupos que utilizavam diferentes modos de fraudar os resultados dos jogos, como: corrupção de policiais militares e civis e uso da violência para a conquista de território.




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