Revitalização da Ponte dos Jesuítas foi concluída na última sexta-feira (18)Divulgação / Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos
Herança do Brasil-Colônia, Ponte dos Jesuítas ganha nova pintura
Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, local é um dos símbolos de Santa Cruz
Rio – A Ponte dos Jesuítas, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, construção tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e herança do Brasil-Colônia, foi pintada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos.
O procedimento, concluído na última sexta-feira (18), incluiu a raspagem total da tinta antiga e a utilização de uma técnica com cal virgem.
Localizada na Estrada do Curtume e inaugurada em 1752, a obra tem como autor o Padre Pero Fernandes. Ela é uma ponte-comporta edificada pelos jesuítas para a passagem do curso d'água e regularização do fluxo do Rio Guandu, desviando parte de suas águas ao Rio Itaguaí.
"Esse monumento é um símbolo do patrimônio colonial brasileiro e da engenhosidade da época. Utilizamos técnicas tradicionais com cal virgem para garantir que sua essência fosse preservada", afirmou o secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos, Diego Vaz.
Sobre a construção
A estrutura, feita em alvenaria de pedra, possui quatro arcos que originalmente possuíam portas de madeira, com seis colunas de gnaisse se erguendo do guarda-corpo: quatro de um lado e duas do outro.
No meio, uma cartela barroca traz o símbolo dos jesuítas (I.H.S) e a data de 1752 em um bloco de lioz com a inscrição latina "Flecte genu, tanto sub nomine, flecte viator / Hic etiam reflua flectitur amnis aqua" ("Dobra o joelho sob tão grande nome, ó viajante / Aqui também se dobram todas as águas").



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