Publicado 24/07/2025 10:50 | Atualizado 24/07/2025 11:05
Rio - A Polícia Civil realiza uma ação, na manhã desta quinta-feira (24), contra envolvidos na tentativa de homicídio do contraventor Vinicius Drumond, ocorrida no dia 11 de julho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Dois suspeitos são considerados foragidos.
PublicidadeSegundo a corporação, agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com apoio de equipes da 33ª DP (Realengo), fazem diligências no distrito de Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense
Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, e Adriano Carvalho de Araújo são considerados foragidos por suspeita de envolvimento no atentado. Outros dois homens já foram presos.
Cachoeira também é suspeito de participação no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido no Centro do Rio, em fevereiro de 2024. Ele ainda é citado em um funk criado por membros da quadrilha do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, para comemorar a execução de Marquinhos Catiri, miliciano que era rival do bicheiro. A morte de Crespo também estaria ligada a disputa da contravenção.
Rafael chegou a ser preso em 2022 por participar do sequestro de uma mulher, em Nilópolis, além de fazer parte de uma organização criminosa atuante em Duque de Caxias.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz, no último domingo (20), pedindo informações sobre o paradeiro de Rafael e Adriano. Quem tiver informações sobre sobre a localização dos suspeitos, pode denunciar, de forma anônima, pela Central de atendimento: (021) 2253 1177 ou 0300-253-1177; pelo WhatsApp: (021) 2253-1177; ou ainda pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ.
Relembre o caso
Vinicius Drumond é apontado como um dos membros da nova cúpula do jogo do bicho do Rio. O ataque ao contraventor ocorreu por volta das 11h, na Avenida das Américas, a principal da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, perto da Estação Ricardo Marinho do BRT, no dia 11 de julho. O carro que ele conduzia recebeu ao menos 30 tiros, mas a vítima sofreu apenas lesões leves devido à blindagem do veículo.
De acordo com as investigações, depois da ação criminosa, os automóveis usados pelos criminosos seguiram pela mesma via e acessaram a Avenida Lúcio Costa, para em seguida traçarem caminhos distintos. O veículo de onde partiram os tiros foi encontrado no bairro de Guaratiba, abandonado, com um dos pneus estourado, enquanto o outro foi para o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Ambos os carros foram adaptados para serem usados no atentado, já que contavam com "seteiras", como são conhecidos os furos feitos na lataria ou nas janelas para que as armas sejam posicionadas antes dos disparos.
Depois de abandonarem o automóvel em Guaratiba, seus ocupantes, todos portando armas longas e balaclavas, abordaram a proprietária de um outro veículo e a obrigaram a transportá-los até Nova Iguaçu, também na Baixada, às margens da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Lá, eles foram "resgatados" por outro integrante da organização criminosa.
Dois suspeitos de envolvimento no crime já foram presos. Deivyd Bruno Nogueira Vieira, o Piloto, de 38 anos, foi capturado em operação realizada no último sábado (19), em Nova Iguaçu. Em 2024, ele foi expulso da Polícia Militar após ficar comprovado o seu envolvimento nos crimes de receptação de veículo roubado e tráfico de drogas.
Já o policial militar da ativa Luiz César da Cunha, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), se entregou nesta segunda-feira (21) na sede da DHC, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Sobre a prisão do PM, a corporação informou que colabora com as investigações e acompanha o caso por meio da Corregedoria e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).A PM acrescentou que providenciará um Registro Policial Militar contra o policial, que irá responder a um processo administrativo disciplinar para avaliação sobre sua permanência ou não na corporação.
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