Apresentação do Plano Estratégico para os próximos quatro anos de gestão da cidadeReginaldo Pimenta/Agência O Dia
Coordenado pela Subsecretaria de Planejamento e Acompanhamento de Resultados, órgão ligado à Casa Civil, o plano estabelece prioridades, metas, projetos e indicadores, com base em diagnósticos técnicos, escuta social e compromissos políticos assumidos na eleição.
"Tudo o que foi construído até aqui não é obra de um homem só. É uma construção coletiva. O Plano Estratégico materializa os novos horizontes que a gente precisa conquistar. É uma visão de cidade pautada em desenvolvimento sustentável e pela inovação voltada para o futuro, com desejo de ter um Rio mais justo, inclusivo e feliz", disse o prefeito.
A nova edição do Plano Estratégico foi construída a partir de cinco eixos temáticos:
• Civilidade e Segurança: ordenamento urbano, trânsito e segurança pública;
• Infraestrutura, Prevenção a Desastres e Resiliência: mobilidade, habitação, áreas verdes, espaço público e clima;
• Longevidade, Equidade e Humanidade: saúde, educação, diversidade, proteção social e esportes;
• Futuro, Economia e Felicidade: inovação, cultura, turismo, emprego e desenvolvimento econômico;
• Equilíbrio Fiscal, Boa Gestão e Governança: digitalização, transparência, concessões e parcerias público-privadas.
O plano tem como princípios o equilíbrio fiscal, a inovação na gestão urbana e a eficiência administrativa. É regulamentado pelo artigo 107-A da Lei Orgânica do Município e pelo Decreto Rio nº 55.611/2025. Também se integra à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ao Plano Plurianual (PPA) e à Agenda 2030 da ONU.
No total, são 88 metas e 134 projetos, divididos em 30 iniciativas, até 2028. Alguns projetos já estão em andamento:
• Implantar a bilhetagem digital (Jaé) em todos os modais públicos municipais e a nova política tarifária de transporte público na cidade.
• Antecipar o fim das concessões do sistema regular de linhas de ônibus e implantar o novo modelo de concessões com ônibus novos para todas as regiões da cidade.
• Implantar a Divisão de Elite da Guarda Municipal - Força Municipal até 2026 e empregar 4.200 agentes.
• Concluir 100% das obras do Anel Viário de Campo Grande, incluindo a ligação expressa com a Avenida Brasil.
"É bom que o carioca saiba quais são as metas que a gente está perseguindo, quais desafios a gente tem pela frente. Isso é governo. O governo tem plano, tem rumo. A gente aprendeu, com todos os planos estratégicos que foram feitos nas outras gestões do prefeito Eduardo Paes, que a gente não vai conseguir cumprir tudo sempre. É desafiador mesmo. Tem coisas em várias dessas metas que não dependem 100% da prefeitura" apontou o vice-prefeito.
E continuou: "As metas sobre Galeão, o número de passageiros no aeroporto internacional. Para a gente conseguir fazer o que fez no primeiro plano, dependeu de articulação política, de esforço, de envolver a sociedade civil, fazer disputas, fazer estudos, apresentar estudos que mostravam que o Galeão precisava ser fortalecido. Então, a gente tem muita clareza de que não vão ser todas as metas cumpridas, mas a gente procura e persegue o tempo inteiro para chegar a 100%. Se não chegar, como aconteceu nos outros planos, a gente tem as explicações e de como conseguimos chegar o mais perto possível".
Durante o encontro, os conselheiros conheceram os objetivos do plano. A plataforma Participa.rio teve papel central na escuta pública. Entre janeiro e março de 2025, a enquete “O Rio que você quer” obteve recorde de engajamento, com 14.511 participações, e ajudou a identificar as principais demandas da população.
O Conselho da Cidade tem papel ativo na construção e no monitoramento do plano. Criado em 2012 e retomado em 2021, o colegiado reúne representantes da sociedade civil e especialistas de diversas áreas, promovendo diálogo entre o poder público e a população.
"Mais uma vez o Rio está saindo na frente. O Plano Estratégico está espetacular. Muito estruturado. Eu fiquei impressionada. É um trabalho fantástico. Estou orgulhosa. Teve a participação de muita gente que pensa o Rio", afirmou a cantora Fernanda Abreu, uma das conselheiras.


















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