Escola Municipal Júlia Cortines passa por nova vistoria após desratizaçãoReprodução
Em uma publicação na internet, os responsáveis dos estudantes comentam sobre a presença dos roedores. "Lamentável, minha filha disse que a professora pediu para que não bebessem água nos bebedouros devido aos ratos", disse uma mãe.
Ao jornal O Dia, a responsável de um aluno, que preferiu não ser identificada, relatou que a situação começou um pouco antes do recesso escolar. "Já tinha um burburinho de mães comentando sobre fezes de ratos na escola e uma mãe disse que a diretora afirmou que durante as férias iria fazer uma desratização. Porém, no retorno às aulas, a situação estava a mesma".
De acordo com essa mãe, alguns professores se revoltaram com a situação e ameaçaram não trabalhar na última terça-feira (5), afirmando que iriam cobrar respostas da Fundação Municipal de Educação (FME). "Quando a direção ficou ciente dessa paralisação, mandou uma empresa de desratização para a escola".
A mulher também alegou que, na quarta-feira (6), ainda havia fezes de ratos na escola e materiais com manchas de urina do roedor. "Quando eu fiquei sabendo que ainda tinha fezes, eu não retornei com meu filho”.
Segundo Diogo Oliveira, professor da rede pública e um dos diretores do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação de Niterói, a direção da Júlia Cortines já vinha notificando a FME sobre o problema.
"A direção já vinha solicitando providências das medidas de higiene necessárias. Agora, no início da semana, com a mobilização dos professores e comunidade escolar, a FME tomou atitude (...) Esse problema vem sendo recorrente em várias escolas das redes, não é o primeiro caso", disse.
No entanto, além da infestação dos animais, os pais também reclamam sobre a desratização feita na escola com a presença dos alunos, comunicada pela unidade em um perfil online.
Na publicação, a direção da Julia Cortines afirma que a escola foi desratizada e esterilizada na terça-feira (5) e que conforme informação da Fundação Municipal da Educação (FME), não houve necessidade de suspender às aulas porque o produto usado seria colocado em locais estratégicos, onde as crianças não têm acesso.
Procurada, a Prefeitura de Niterói informou que a FME orientou a direção da Escola para as providências necessárias.
O órgão ainda comunicou que, caso seja necessário, após a nova vistoria feita nesta quinta-feira (7), serão adotadas mais ações para mitigar o problema e tranquilizar pais e alunos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.