Celulares e cartões apreendidos durante operação contra fraudes bancárias e lavagem de dinheiroReginaldo Pimenta/Agência
De acordo com investigações da DRF, em conjunto com o Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), o grupo demonstra elevado grau de sofisticação. Na Cidade da Polícia, o delegado da DRF, Jefferson Ferreira, frisou que organização atua de forma totalmente estruturada, com divisão de tarefas.
"Ela atua de diversas formas, entre elas a apresentação de documentos falsos junto ao banco, em que eles retiram cheques administrativos e emergenciais e recebem esses valores de empresas vítimas, empresas que existem, e pulverizam esse dinheiro por diversas contas bancárias, cujos os titulares foram alvos de busca e apreensão na data de hoje", explicou.
A primeira parte da equipe era responsável pelas fraudes bancárias. Seus integrantes compareciam a agências com documentos falsificados, contendo dados reais de empresas e sócios legítimos, e retiravam talões de cheques emergenciais em nome de firmas lesadas. Os cheques eram posteriormente utilizados em operações fraudulentas, gerando débitos milionários e prejuízo direto aos bancos e às vítimas.
Já outros suspeitos realizavam invasões de dispositivos eletrônicos. O grupo se especializou em invadir celulares e aplicativos bancários, realizando transferências eletrônicas ilícitas para contas controladas pela organização. Alguns desses aparelhos vinham de roubos e furtos e eram levados ao interior de comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho para serem desbloqueados.
Além disso, a quadrilha criava boletos falsos, que levavam as vítimas a acreditarem que estavam pagando obrigações legítimas. No entanto, ao realizarem o pagamento, às pessoas constatavam que os valores eram direcionados a contas vinculadas aos criminosos, ampliando os ganhos ilícitos e alimentando o esquema de lavagem de dinheiro.
As investigações revelaram ainda que os principais integrantes possuem antecedentes criminais, com passagens por estelionato, receptação e diversos crimes patrimoniais, demonstrando que a organização é formada por criminosos já envolvidos em práticas ilícitas e que migraram para métodos mais sofisticados de fraude e lavagem de dinheiro.











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