Condenação de oficial foi mantida por maioria dos votos no STMDivulgação / Superior Tribunal Militar
STM mantém condenação de oficial que atuou como médico por 12 anos sem diploma no Rio
Ele também atuou em hospitais de São Paulo sem nunca ter concluído a graduação
Rio – O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu, por maioria, manter a condenação de um oficial do Exército a seis anos em regime semiaberto, por atuar como médico no Rio sem ter diploma na profissão, entre 2004 e 2016. Ele também trabalhou em hospitais militares de São Paulo, no período de 2005 a 2019.
As investigações apontam que o homem usava número de registro no Conselho Regional de Medicina do Rio (CREMERJ) de outra pessoa, sem nunca ter concluído a graduação.
A Universidade Federal Fluminense (UFF) confirmou que o acusado havia iniciado o curso de Medicina em 1995, mas teve a matrícula cancelada por abandono em 2009, sem concluí-lo nem se transferir para outra instituição.
Mesmo assim, ele entrou no Exército em 2004, como aspirante-a-oficial médico temporário, e passou a ocupar funções exclusivas da profissão, apresentando documentos falsos.
De acordo com autos do Inquérito Policial Militar (IPM), a fraude foi descoberta em 2019, a partir de denúncia encaminhada ao Comando Militar do Leste pelo Disque Denúncia.
Um laudo pericial apontou que até dezembro de 2016, ele recebeu cerca de R$ 1,58 milhão em remunerações indevidas, além de gerar prejuízo superior a R$ 316 mil à União com sua formação técnica, segundo valores atualizados até 2020.
O STM restringiu a análise ao período que ele trabalhou no Rio, entre 2004 a 2016, reconhecendo que o oficial obteve vantagens financeiras ilícitas e causou danos à Administração Militar.
As acusações incluíram estelionato (art. 251 do Código Penal Militar), falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina.

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