A exposição acontece no Instituto Pretos NovosDivulgação / Orestes Locatel
O trabalho de Gustavo Minas na região é recente. Por meio do amigo Weverson Paulino, que é da região quilombola, realizou duas viagens, uma em 2023 e outra em 2024, durante a Romaria de Nossa Senhora da Abadia, mais conhecida como a Festa do Império Kalunga. Gustavo, que é mundialmente conhecido pelo trabalho de fotografia de rua, foi a Vitória para realizar um Workshop na Mosaico Fotogaleria, e vai expor seu trabalho dos Kalungas pela primeira vez.
Dois olhares sobre os Kalungas
A exposição, que é gratuita e aberta ao público em geral, contará com 29 fotografias em pequeno formato, sendo as coloridas de autoria de Gustavo Minas e as em preto e branco, de Orestes Locatel.
"Ao analisar os dois trabalhos é interessante ver como cada um desenvolve uma narrativa própria. Locatel, com um estilo mais clássico e documental, produzido as fotos em preto e branco, utilizando a fotografia analógica como suporte. Já Gustavo, apresenta uma proposta mais contemporânea e ousada, com o cor e o espontâneo alicerçando suas composições. Pensamos nesse diálogo para destacar o trabalho autoral na fotografia e, não menos importante, darmos luz para esta comunidade quilombola histórica e que precisa ser reconhecida, valorizada e preservada", diz Tadeu Bianconi.
A exposição fica em cartaz no Museu dos Pretos Novos até o dia 08 de novembro.
Sobre os fotógrafos:
Orestes Locatel, carioca, começou a fotografar aos sete anos de idade. Formado em Jornalismo pela UFES, foi contratado pela Bloch Editores, em 1995, onde integrou a equipe de fotógrafos da revista Manchete, uma das publicações tidas como referência do fotojornalismo brasileiro. Nos anos 2000, abriu um estúdio de fotografia publicitária e atendeu as principais empresas e agências capixabas. Retornou ao Rio de Janeiro em 2005, voltando a atuar com fotografia editorial para as mais importantes publicações do Brasil. Já participou de exposições no Brasil e no exterior. Hoje, se dedica aos seus projetos pessoais e atua como fotógrafo freelancer.
Comunidade Kalunga
A economia do quilombo baseia-se principalmente na agricultura de subsistência, com o cultivo de roças familiares, além do ecoturismo, extrativismo e pecuária. Devido às dificuldades de acesso à região, sua população conseguiu se isolar por muito tempo, desenvolvendo sua própria autonomia e subsistência. Até 1982 eram completamente isolados, com raros contatos externos. Com isso, eles também mantêm suas tradições culturais, como as festas que reúnem comunidades de todo o território e remetem ao Brasil império.
Serviço:
Exposição fotográfica 'Kalunga', de Gustavo Minas e Orestes Locatel
Abertura para visitação: 14 de outubro a partir das 10h
Cerimônia de Abertura: 17 de outubro, às 19 horas.
Local: Museu dos Pretos Novos, R. Pedro Ernesto, 32-34 - Gamboa, Rio de Janeiro – RJ
Contato: (021) 96465-9983
Visitas: Terça a sexta - 10h às 16h/Sábado 10h às 13h



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