Publicado 09/02/2026 16:35 | Atualizado 09/02/2026 18:16
Rio – A principal linha de investigação da Polícia Civil sobre um ataque a tiros em um bar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, neste domingo (8), aponta para uma disputa entre organizações criminosas da região como motivação. A chacina deixou seis mortos.
PublicidadeSegundo a Polícia Civil, o alvo dos atiradores era um dos clientes assassinados no Boteco Du Mi. Equipes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) ouviram testemunhas e analisam imagens de câmeras de monitoramento para identificar os criminosos.
Dentre os cinco homens mortos, dois já foram identificados: Júlio César Ornelas de Lemos, de 53 anos, filho de José de Lemos, diretor-presidente do jornal "Hora H", da Baixada Fluminense, e Fagner Ribeiro de Paiva.
Ana Cristina dos Santos, de 57 anos, que passava pelo local no momento do ataque e foi atingida, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu. Também vítima de bala perdida, sendo ferida na perna, Jéssica Lorena Sampaio, de 34, passou por atendimento médico e recebeu alta em seguida.
Família de vítima não vai se pronunciar
Após o ocorrido, a página do Hora H ficou fora do ar. Procurada, a família informou que não irá se pronunciar: “Neste momento, a família Lemos não irá se pronunciar, até porque ainda não há fatos concretos esclarecidos. As informações que temos são as mesmas que vêm sendo divulgadas pela imprensa até agora. Vamos aguardar o andamento das investigações e, somente após a apuração dos fatos, será feito um pronunciamento oficial".
Em 2019, Júlio chegou a ser preso enquanto trabalhava como gerente de um hotel na cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia. Ele era suspeito de ter matado um casal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 2017.
Já em 2013, o empresário José Roberto Ornelas de Lemos, o Betinho, irmão de Júlio, foi executado com pelo menos 44 tiros. Ele foi baleado em uma padaria na Rua Eduardo Pacheco Vilena, no bairro Corumbá, também em Nova Iguaçu. O caso foi registrado na 58ª DP (Posse).
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o assassinato ocorreu porque o empresário não permitia a expansão da milícia local para o bairro Corumbá e ameaçava delatar, em seu jornal de grande circulação na região, os crimes praticados pela organização criminosa, investigada em outro processo. Os acusados foram presos em 2015.
Na época, em entrevista a O DIA, Júlio chegou a defender o irmão. "No dia 13 de junho de 2013 choramos pelo Beto e estamos aqui para cobrar explicações da polícia que ainda não prendeu os assassinos. Ele foi morto de forma covarde. Meu irmão denunciava maus policiais, bandidos e políticos e recebia ameaças", disse.
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