Moradores de Nova Iguaçu pedem investigação da morte de empresário

Manifestantes fizerma protestoi nesta quarta; assassinato de José Roberto Ornelas de Lemos ainda não foi elucidado

Por paloma.savedra

Rio -  Cerca de 100 pessoas, entre amigos e parentes do empresário José Roberto Ornelas de Lemos, de Nova Iguaçu, morto há um ano com 41 tiros numa padaria em Corumbá, fizeram nesta quarta-feira um protesto em frente à 58ª DP (Posse). O grupo pedia a investigação do homicídio e a prisão dos criminosos que executaram a vítima, que era diretor e filho do dono do jornal Hora H, da região.  

Os manifestantes fecharam um trecho da Avenida Henrique Duque Estrada Mayer, deixando o trânsito congestionado. Com apitos e faixas caminharam até a Rodovia Presidente Dutra, em uma das entradas de Nova Iguaçu.

“No dia 13 de junho de 2013 choramos pelo Beto e estamos aqui para cobrar explicações da polícia que ainda não prendeu os assassinos. Ele foi morto de forma covarde. Meu irmão denunciava maus policiais, bandidos e políticos e recebia ameaças. Calaram sua voz com 41 tiros”, desabafou Júlio César Ornelas de Lemos, de 41 anos.

A família do diretor do Jornal Hora H espalhou outdoors pela cidade oferecendo R$ 50 mil de recompensa para quem dê informações que leve à prisão dos assassinos.

DH investiga homicídio

O delegado titular da 58ª DP (Posse), Júlio César Vasconcelos, afirmou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Segundo o delegado da Especializada, Rivaldo Barbosa, o caso ainda não foi elucidado. “Ainda não prendemos suspeitos, mas a investigação está em aberto”, garantiu.

Em 2003, o diretor do ‘Hora H’ chegou a ser preso acusado de intermediar a contratação de dois pistoleiros que assassinaram o subsecretário de governo de São João de Meriti, Kennedy Jaime de Souza.

Segundo a polícia, a execução de Kennedy estaria ligada à perda de uma concorrência pública na área de limpeza do município, no valor de R$ 5,8 milhões. O crime ocorreu em 2002, a poucos metros da Prefeitura de Meriti.

Ao ser preso, José Roberto negou a participação no crime e ganhou, na Justiça, o direito a liberdade.

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