Publicado 11/03/2026 18:54
Rio - O governador Cláudio Castro usou as redes sociais, nesta quarta-feira (11), para detonar o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ). Ele foi preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho em uma operação da Polícia Civil.
No X, antigo Twitter, o governador afirmou que o vereador atacava o governo e às polícias, mas que, após a operação, a população estaria conhecendo "o seu real lado: trabalhava para bandido e não para o povo!".
"A operação Contenção Red Legacy também revela que ele negociou com o traficante Doca para obter autorização e fazer campanha eleitoral em área dominada pela facção, em 2024. Esse tal de Salvino também atacou brutalmente a Polícia Militar durante uma operação na Cidade de Deus", seguiu ele.
"Da milícia ao Comando Vermelho, essas organizações criminosas vêm se infiltrando na Prefeitura do Rio de Janeiro há décadas! É só ver o domínio territorial que alcançaram ao longo dos anos. É o que sempre digo: Não adianta, a verdade sempre prevalece!", finalizou Castro.
De acordo com as investigações, Salvino intermediou a exploração e construção de quiosques na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste, por parte do Comando Vermelho. Em coletiva de imprensa, o delegado Felipe Curi, contou que a investigação começou há um ano e meio. O nome de Salvino surgiu depois dele solicitar apoio para realizar uma campanha eleitoral na Gardênia.
"Ele solicitava apoio a uma pessoa que falava diretamente com a liderança da facção, que é o Doca, para ter acesso à comunidade e fazer campanha eleitoral. Não tem que pedir autorização de criminoso nenhum para entrar em lugar algum. O que mais me surpreende é que dias atrás estava batendo na polícia e no governo dizendo que era tudo envolvido com o Comando Vermelho. Hoje, temos uma operação que mostra que ele está envolvido. Seja quem for, a polícia vai combater", contou.
Para o delegado Pedro Cassundé, assistente da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), o caso se trata de uma troca de favores. "Alguém tem interesse em permanecer no local e alguém tem interesse em reunir capital político", explicou.
O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", no funcionamento da facção. A Civil informou que Márcia Gama, mulher do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora da prisão, participando da circulação de informações entre os integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.
PublicidadeNo X, antigo Twitter, o governador afirmou que o vereador atacava o governo e às polícias, mas que, após a operação, a população estaria conhecendo "o seu real lado: trabalhava para bandido e não para o povo!".
"A operação Contenção Red Legacy também revela que ele negociou com o traficante Doca para obter autorização e fazer campanha eleitoral em área dominada pela facção, em 2024. Esse tal de Salvino também atacou brutalmente a Polícia Militar durante uma operação na Cidade de Deus", seguiu ele.
"Da milícia ao Comando Vermelho, essas organizações criminosas vêm se infiltrando na Prefeitura do Rio de Janeiro há décadas! É só ver o domínio territorial que alcançaram ao longo dos anos. É o que sempre digo: Não adianta, a verdade sempre prevalece!", finalizou Castro.
De acordo com as investigações, Salvino intermediou a exploração e construção de quiosques na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste, por parte do Comando Vermelho. Em coletiva de imprensa, o delegado Felipe Curi, contou que a investigação começou há um ano e meio. O nome de Salvino surgiu depois dele solicitar apoio para realizar uma campanha eleitoral na Gardênia.
"Ele solicitava apoio a uma pessoa que falava diretamente com a liderança da facção, que é o Doca, para ter acesso à comunidade e fazer campanha eleitoral. Não tem que pedir autorização de criminoso nenhum para entrar em lugar algum. O que mais me surpreende é que dias atrás estava batendo na polícia e no governo dizendo que era tudo envolvido com o Comando Vermelho. Hoje, temos uma operação que mostra que ele está envolvido. Seja quem for, a polícia vai combater", contou.
Para o delegado Pedro Cassundé, assistente da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), o caso se trata de uma troca de favores. "Alguém tem interesse em permanecer no local e alguém tem interesse em reunir capital político", explicou.
O trabalho investigativo também identificou a participação direta de familiares de um dos principais líderes históricos da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", no funcionamento da facção. A Civil informou que Márcia Gama, mulher do criminoso, atua na intermediação de interesses do grupo fora da prisão, participando da circulação de informações entre os integrantes e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos.
Por meio de nota, a defesa de Márcia classificou as acusações como “infundadas” e disse que elas “carecem de qualquer comprovação concreta”. “É importante destacar que Márcia já foi anteriormente vítima de situação semelhante, quando foi alvo de uma operação marcada por grande exposição midiática e sensacionalista. Na ocasião, após a devida análise dos fatos pela Justiça, ela foi absolvida de todas as acusações. O Ministério Público chegou a recorrer da decisão, mas o recurso não prosperou, sendo mantida a absolvição”.
No posicionamento, a defesa ainda diz que as acusações não têm fundamento e destaca que Márcia é ré primária, servidora concursada, e pode comprovar seu patrimônio. “Mãe que criou todos os filhos sozinha, Márcia sempre se dedicou à família e à sua profissão. Vale ressaltar que nenhum de seus filhos possui qualquer envolvimento com atividades criminosas. Diante disso, a defesa confia plenamente na Justiça e acredita que, assim como ocorreu anteriormente, a verdade dos fatos prevalecerá, restabelecendo a honra e a integridade de Márcia Nepomuceno”, finaliza.
A reportagem tenta localizar a defesa de Salvino. O espaço está aberto para manifestação.
No posicionamento, a defesa ainda diz que as acusações não têm fundamento e destaca que Márcia é ré primária, servidora concursada, e pode comprovar seu patrimônio. “Mãe que criou todos os filhos sozinha, Márcia sempre se dedicou à família e à sua profissão. Vale ressaltar que nenhum de seus filhos possui qualquer envolvimento com atividades criminosas. Diante disso, a defesa confia plenamente na Justiça e acredita que, assim como ocorreu anteriormente, a verdade dos fatos prevalecerá, restabelecendo a honra e a integridade de Márcia Nepomuceno”, finaliza.
A reportagem tenta localizar a defesa de Salvino. O espaço está aberto para manifestação.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.