Polícia Civil detalhou a Operação Contenção Red Legacy em coletiva na Cidade da PolíciaReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Vereador teria intermediado exploração de quiosques pelo CV na Gardênia, aponta Polícia Civil
Salvino Oliveira foi preso em operação realizada nesta quarta-feira (11)
Rio - A investigação que motivou a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil, identificou que o vereador Salvino Oliveira intermediou a exploração e construção de quiosques na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste, por parte do Comando Vermelho. O parlamentar foi preso na ação.
Em coletiva realizada na Cidade da Polícia, na Zona Norte, o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, contou que a investigação começou há um ano e meio. O nome de Salvino surgiu depois dele solicitar apoio para realizar uma campanha eleitoral na Gardênia.
"Ele solicitava apoio a uma pessoa que falava diretamente com a liderança da facção, que é o Doca, para ter acesso à comunidade e fazer campanha eleitoral. Não tem que pedir autorização de criminoso nenhum para entrar em lugar algum. O que mais me surpreende é que dias atrás estava batendo na polícia e no governo dizendo que era tudo envolvido com o Comando Vermelho. Hoje, temos uma operação que mostra que ele está envolvido. Seja quem for, a polícia vai combater", contou.
Curi afirmou que cerca de 100 quiosques foram construídos na Gardênia, sendo metade deles com processo publicizado e divulgado em Diário Oficial. No entanto, a outra parte teria sido usada para ser explorada pelo Comando Vermelho.
"Não teve nenhum processo público, sendo negociado diretamente com a cúpula do Comando Vermelho para que fosse indicado pessoas para explorar isso. Quem intermediou tudo isso, segundo dados apresentado até o momento, foi o vereador. Obviamente, a investigação está em andamento. Ainda é uma prisão temporária. Elementos foram apreendidos na residência dele e tudo será analisado", comentou.
Para o delegado Pedro Cassundé, assistente da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), o caso se trata de uma troca de favores. "Alguém tem interesse em permanecer no local e alguém tem interesse em reunir capital político", explicou.
A operação desta quarta-feira (11) prendeu sete pessoas, sendo o vereador e seis policiais militares. Outros quatro mandados de prisão foram cumpridos contra encarcerados, incluindo Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP - apontado como líder nacional da facção.
Estão foragidos Márcia Gama Nepomuceno, mãe de Oruam e companheira de Marcinho VP, e Landerson dos Santos, sobrinho de Marcinho.
A reportagem tenta localizar a defesa de Salvino. O espaço está aberto para manifestação.











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