Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em IpanemaDivulgação / PCERJ
Publicado 01/04/2026 22:01 | Atualizado 01/04/2026 22:37
Rio - A argentina Agostina Páez, ré por injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio, retirou a tornozeleira eletrônica, terça-feira (31), após receber autorização da Justiça para deixar o Brasil e retornar ao país de origem.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a argentina compareceu à Central de Monitoração Eletrônica depois de pagar à Justiça o valor de caução de 60 salários mínimos – aproximadamente R$ 97 mil.

Embora possa voltar para a Argentina, a ré, que também é advogada, deverá manter endereços e contatos atualizados por meio do seu advogado, com o compromisso de atender a todas intimações. O valor de caução serve como uma garantia de que a estrangeira cumprirá a eventual pena imposta pela Justiça fluminense.

De acordo com as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de "negro".

Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
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Em entrevista ao jornal "Mediodía Notícias", do El Trece TV, Paez defendeu das acusações e afirmou que não teve intenção de discriminar e de ser racista. "Jamais. Sou argentina e advogada. A verdade é que foi uma reação emocional. Nunca imaginaria a gravidade. Não só disso, mas de tudo que veio depois", contou.
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