Turista argentina imitou macaco e reproduziu sons do animal em IpanemaDivulgação / PCERJ
Argentina ré por racismo paga valor determinado pela Justiça para deixar o Brasil
Agostina Páez só poderia ter autorização para voltar a seu país de origem após depósito de 60 salários mínimos
Rio - A argentina Agostina Páez, ré por injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio, pagou à Justiça o valor de caução de 60 salários mínimos – aproximadamente R$ 97 mil –, nesta terça-feira (31), para poder deixar o Brasil e retornar a seu país de origem.
Após o pagamento, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte autorizou o encaminhamento para a retirada da tornozeleira eletrônica e devolução do passaporte de Agostina, além da expedição do alvará de autorização de viagem.
Embora possa voltar para a Argentina, a ré, que também é advogada, deverá manter endereços e contatos atualizados por meio do seu advogado, com o compromisso de atender a todas intimações. O valor de caução serve como uma garantia de que a estrangeira cumprirá a eventual pena imposta pela Justiça fluminense.
Segundo as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de "negro".
Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Em entrevista ao jornal "Mediodía Notícias", do El Trece TV, Paez defendeu das acusações e afirmou que não teve intenção de discriminar e de ser racista. "Jamais. Sou argentina e advogada. A verdade é que foi uma reação emocional. Nunca imaginaria a gravidade. Não só disso, mas de tudo que veio depois", contou.

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