Publicado 22/04/2026 21:37 | Atualizado 22/04/2026 21:48
Rio - A Justiça do Rio concedeu liberdade à Marina Calmon Lopes, de 25 anos, que matou e atropelou a guarda municipal Kelly Cristina Duffles Ribeiro, de 44, em Senador Camará, na Zona Oeste. O crime aconteceu no dia 5 de abril. Marina, que é estudante de Direito e dirigia o carro da mãe sem habilitação, ficou presa por 11 dias, mas no último dia 16 foi beneficiada com um habeas corpus.
PublicidadeNa decisão, a 2ª Vara Criminal da Regional de Bangu avaliou que não há indícios de que a acusada represente perigo, o que afasta a necessidade de mantê-la presa. Em vez da prisão, a decisão prevê a aplicação de medidas cautelares, como comparecer periodicamente à Justiça, até o dia 10 de cada mês, além da obrigatoriedade de presença em todos os atos do processo para os quais for intimada, salvo justificativa.
A decisão também proíbe a mudança de endereço sem comunicação prévia ao juízo e impede que a acusada se ausente da cidade onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial. O prazo inicial para o cumprimento das medidas é de 120 dias. Após esse período, a Justiça deverá reavaliar a necessidade de prorrogação.
A decisão também proíbe a mudança de endereço sem comunicação prévia ao juízo e impede que a acusada se ausente da cidade onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial. O prazo inicial para o cumprimento das medidas é de 120 dias. Após esse período, a Justiça deverá reavaliar a necessidade de prorrogação.
Motorista dirigia em zigue-zague e embriagada, diz testemunha
Testemunhas relataram aos policiais que Marina trafegava em alta velocidade e de forma descoordenada, em zigue-zague, apresentando sinais de embriaguez. Ainda de acordo com os depoimentos, os pneus do veículo emitiam ruídos característicos de derrapagem, e o carro só parou após colidir contra o muro de um posto de combustíveis.
Ao ser questionada, afirmou inicialmente que estava no banco do carona e que outra pessoa dirigia o veículo, sem, no entanto, identificar o suposto condutor. Posteriormente, declarou não possuir carteira de habilitação e que teria pegado o carro sem autorização da mãe, proprietária do automóvel.
Policiais a conduziram Marina para a 34ª DP (Bangu), onde acabou autuada em flagrante por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - provocado por atropelamento.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.